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Mato Grosso do Sul, 16 de agosto de 2022

Salas de cinema do Brasil já receberam quase 50 milhões de pessoas no 1 semestre

A preferência tem sido por produções estrangeiras, segundo comunicado da Ancine.
03/08/2022 às 15:19
da Redação
(Pavel Danilyuk / Pexels)

O cinema está renascendo. Em um ano importante para a sétima arte, com o lançamento de filmes e o aniversário de pessoas importantes, como o centenário do italiano Federico Fellini, o hábito de assistir a filmes do cinema tem sido retomado, e os sites com outras informações sobre cultura no Brasil, assim como dados da Ancine (Agência Nacional de Cinema) mostram isso.

Já se sabe que o primeiro semestre do cinema nacional, no quesito bilheteria, foi cheio de boas notícias. As salas de exibição espalhadas pelos quatro cantos do país receberam quase 45 milhões de pessoas.

Ainda que a procura por filmes ditos "cult", como aqueles produzidos por Fellini não tenham tido a preferência do público num primeiro momento, é importante notar que a busca pelo cinema segue como algo importante na rotina do brasileiro.

Segundo a Ancine, estúdios como Disney, Warner e Paramount têm impulsionado a retomada do cinema brasileiro, com filmes dedicados ao universo dos super heróis, produções de terror ou obras que exploram algo já consolidado, como um livro que tenha se tornado um best-seller.

De acordo com a agência reguladora, o número dos últimos seis meses de 2022 quase alcançou o resultado total do ano passado, que somou um público total de 52,6 milhões durante 2021. O setor arrecadou cerca de R$ 869,9 milhões no primeiro semestre deste ano, um pouco menos da renda total do ano passado, que foi de R$ 918,9 milhões.

Ao longo da pandemia, a indústria cinematográfica viveu um drama. Para além das medidas restritivas, salas foram fechadas, filmes foram adiados e a indústria praticamente parou. Diretores abandonaram seus projetos, atores perderam papéis e toda uma camada de trabalhadores ficou sem emprego.

Uma reportagem da revista Veja mostrou o cenário. De acordo com a revista, segundo levantamento da empresa de dados Comscore, ao longo de 2020, os cinemas brasileiros viram a arrecadação despencar 78% em relação ao ano anterior. No total, foram 646,3  milhões de reais arrecadados com 40,2 milhões de pagantes em 2020. Em 2019, o número de espectadores foi de 177,2 milhões, 76% maior, e a bilheteria atingiu 2,8 bilhões de reais.

Apesar da abertura que se começou a ter no último ano, com o uso de máscaras e a vacinação em dia, a indústria ainda não havia conseguido se restabelecer completamente do baque que foi a pandemia. O limite do público e a desconfiança em relação aos protocolos foram alguns dos impeditivos.

Soma-se a isso a preferência das produtoras e dos investidores por algo mais seguro em um período de crise. Muita gente migrou do cinema para as plataformas de streaming, que aproveitaram o volume maior de pessoas em casa para expandirem suas produções originais de filmes e séries.

De acordo com reportagem da CNN Brasil deste ano sobre o tema, o investimento publicitário desses players para conquistar e manter assinantes aumentou consideravelmente em 2021, comparado com 2019. Houve uma alta de 243%, de acordo com uma pesquisa do Kantar Ibope Media.

Agora, no entanto, o cinema tenta se reerguer. E algumas produções nacionais parecem estar conseguindo virar o jogo. Um exemplo é o filme Medida Provisória, a estreia de Lázaro Ramos como diretor. O filme, lançado em abril, alcançou a marca de mais de 500 mil espectadores pelo Brasil.

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