Riedel antecipa prazo e projeta saneamento universalizado em MS até o fim de 2027

Estudo aponta que universalização pode gerar mais de R$ 40 bilhões em benefícios econômicos e sociais para a população sul-mato-grossense.

Publicado em 22/06/2026 às 20:46 - do Idest - Em Variedade

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(Álvaro Rezende)

Mato Grosso do Sul poderá alcançar a universalização do saneamento básico até o final de 2027, antecipando a meta e tornando-se o primeiro estado do país a atingir este patamar. A projeção foi apresentada pelo governador Eduardo Riedel nesta segunda-feira (22), durante a divulgação de um estudo do Instituto Trata Brasil, no auditório da Governadoria, em Campo Grande.

Além dos avanços na infraestrutura, o levantamento aponta que a universalização do saneamento poderá gerar R$ 40,845 bilhões em benefícios econômicos e sociais entre 2025 e 2040, com impactos diretos na saúde, produtividade, turismo, valorização imobiliária e qualidade de vida da população.

Meta pode ser alcançada antes do previsto

Durante o evento, Riedel destacou que o Estado está adiantando o cronograma para atingir a universalização dos serviços de água e esgoto.

“Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos, o esforço de cada um envolvido neste processo. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai ser o primeiro estado do Brasil a ter o saneamento básico universalizado. Nosso prazo é 2028, mas eu já cito final de 2027 para conquistarmos esta meta. Mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”, afirmou.

Segundo o governador, o avanço começou a ser construído em 2015, quando tiveram início as discussões para implantação da Parceria Público-Privada (PPP) do Esgoto Sanitário, formalizada em 2021, antes mesmo da criação do Marco Legal do Saneamento.

“Antes o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos à faixa de 80%. Transformação sentida na vida das pessoas. Hoje podemos dizer que temos água de qualidade disponível, saneamento básico, com um esforço concentrado, desafios sendo realizados, para chegarmos nestes resultados positivos”, destacou.

Governador recebe estudo das mãos da CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto.
Governador recebe estudo das mãos da CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto. (Foto: Álvaro Rezende)

Estudo mostra retorno acima da média nacional

O estudo do Instituto Trata Brasil mostra que Mato Grosso do Sul acumulou quase R$ 20 bilhões em ganhos entre 2005 e 2024 com a expansão da cobertura de água e esgoto.

A projeção é que os benefícios brutos cheguem a R$ 26 bilhões entre 2025 e 2031. Já entre 2025 e 2040, os ganhos econômicos e sociais estimados alcançam R$ 40,845 bilhões.

O levantamento aponta ainda que cada R$ 1 investido em saneamento no Estado pode gerar R$ 5,90 em benefícios sociais, índice superior à média nacional, estimada em R$ 4,10.

Cobertura de esgoto avança no Estado

Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, os resultados são consequência de planejamento e investimentos contínuos.

“Somente nesta gestão estadual nós saímos de 60% de cobertura e agora estamos em 77%. São quase 110 mil ligações de esgoto nestes três anos e meio. O caminho já está nos trilhos para atingirmos a universalização cinco anos antes do Marco Legal”, afirmou.

Dados apresentados durante o evento mostram que a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela Sanesul passou de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026, um avanço de 4,7 pontos percentuais em apenas nove meses.

Atualmente, pelo menos 30 municípios atendidos pela companhia já possuem cobertura superior a 90%, resultado dos investimentos realizados por meio da PPP entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.

Legado para as próximas gerações

A CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, ressaltou que os benefícios da universalização do saneamento vão muito além da infraestrutura.

“O objetivo deste estudo é mensurar os benefícios econômicos e sociais que a universalização do saneamento já trouxe para o Estado e o que pode trazer nos próximos anos para população. Estamos falando em mais saúde, educação, valorização imobiliária, renda com turismo e todos os objetivos acabam sendo influenciados por esta infraestrutura que transforma a vida dos cidadãos”, afirmou.

Luana Pretto apresenta os dados do estudo durante evento.
Luana Pretto apresenta os dados do estudo durante evento. (Foto: Álvaro Rezende)

O estudo estima ainda uma economia de R$ 258,793 milhões em custos com saúde pública e um ganho de R$ 14,8 bilhões em produtividade entre 2025 e 2040. No mesmo período, o turismo poderá movimentar R$ 2,255 bilhões e a valorização imobiliária atingir R$ 1,701 bilhão.

Após 2040, a expectativa é que o legado da universalização continue gerando benefícios econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul, consolidando os resultados dos investimentos realizados ao longo das últimas décadas.