MPMS recomenda suspensão de homologação de concurso da Câmara de Ivinhema

Investigação apura possíveis irregularidades em provas, protocolos de segurança e avaliação de títulos do Concurso Público nº 01/2026.

Publicado em 12/08/2026 às 16:01 - do Idest, JWC - Em Variedade

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(Divulgação MPMS)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou à Câmara Municipal de Ivinhema a suspensão da homologação do Concurso Público nº 01/2026 até a conclusão das apurações sobre possíveis irregularidades identificadas durante investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça do município. A recomendação foi formalizada pela Promotora de Justiça Lenize Martins Lunardi Pedreira.

Investigação começou após relatos de candidatos

A apuração teve início a partir de representações apresentadas por candidatos, que relataram possíveis inconsistências em diferentes etapas do concurso.

Entre os pontos analisados está a prova para o cargo de Analista de Recursos Humanos. Segundo o MPMS, foram identificados indícios de diferenciação gráfica nas alternativas correspondentes às respostas corretas da prova de Língua Portuguesa, versão A.

A constatação teria sido verificada tanto em um caderno de provas original encaminhado por uma candidata quanto no arquivo oficial fornecido pela própria banca organizadora durante a investigação.

Protocolos de segurança também são questionados

O procedimento reuniu ainda relatos sobre possíveis falhas nos protocolos de segurança durante a aplicação das provas.

Entre os pontos questionados estão a suposta entrega de materiais sem lacre adequado e dúvidas relacionadas à conferência da identidade dos candidatos.

Para o Ministério Público, os fatos precisam ser esclarecidos antes que o concurso produza efeitos definitivos.

Avaliação de títulos é outro ponto investigado

A recomendação também trata da avaliação da prova de títulos. Conforme apurado pelo MPMS, alguns cursos de pós-graduação teriam sido considerados incompatíveis com determinados cargos, enquanto títulos de outras áreas teriam sido aceitos em situações semelhantes.

Segundo o órgão, a aparente ausência de critérios uniformes e transparentes pode comprometer a isonomia entre os candidatos.

Outro ponto questionado é a convocação para apresentação de títulos ter sido restrita aos candidatos mais bem colocados na prova objetiva, enquanto os demais permaneceram classificados no cadastro de reserva.

Na avaliação do MPMS, essa situação pode gerar desequilíbrio na disputa por futuras nomeações.

Câmara deverá apurar possíveis irregularidades

Como resultado da atuação ministerial, foi recomendado que a Câmara Municipal instaure procedimento administrativo para investigar os fatos apontados.

Entre as providências sugeridas estão a realização de auditoria na prova objetiva, a revisão da prova de títulos e a avaliação da necessidade de reabertura dessa etapa, com o objetivo de garantir igualdade de oportunidades aos candidatos.

A recomendação tem caráter preventivo e busca assegurar a legalidade, a transparência e a confiança no concurso público.

Caso as providências não sejam adotadas ou as possíveis irregularidades não sejam adequadamente esclarecidas, o MPMS advertiu que poderá adotar medidas judiciais para resguardar os interesses dos candidatos e do patrimônio público.