Lobo-guará é flagrado caminhando às margens da MS-430 entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro
Animal foi registrado em vídeo por volta das 6h45 desta segunda-feira (28), em uma área rural da região.

Um lobo-guará foi flagrado na manhã desta segunda-feira (28) caminhando às margens da MS-430, em uma área rural localizada entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro. O registro foi feito por volta das 6h30 e mostra o animal circulando próximo à vegetação, às margens da rodovia (Veja o vídeo abaixo).
Nas imagens, é possível observar características compatíveis com a espécie, como as pernas longas, as grandes orelhas e a pelagem predominantemente alaranjada, com áreas mais escuras nas pernas e na região da crina.
Espécie característica do Cerrado
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul e está associado principalmente a ambientes de vegetação aberta, como o Cerrado.
Apesar do nome, não se trata de um lobo propriamente dito. A espécie pertence à família dos canídeos e apresenta características próprias, sendo facilmente reconhecida pelo porte esguio e pelas pernas longas.
Sua alimentação é diversificada. O lobo-guará é onívoro e pode consumir frutos, pequenos mamíferos, aves, répteis e outros pequenos animais. Entre os frutos mais conhecidos de sua dieta está a lobeira.
Animal de hábitos discretos
O lobo-guará costuma ser um animal solitário e evita a aproximação com seres humanos. Seus períodos de maior atividade ocorrem principalmente no fim da tarde, durante a noite e nas primeiras horas da manhã.
A presença do animal em uma área rural entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro também chama a atenção para a diversidade de fauna silvestre existente na região.
Cuidados ao encontrar um lobo-guará
Apesar de seu tamanho, o lobo-guará normalmente não representa uma ameaça às pessoas e tende a evitar o contato humano. Ao encontrar um animal da espécie, a orientação é manter distância, não tentar capturá-lo ou alimentá-lo e evitar qualquer tentativa de aproximação.
A espécie enfrenta ameaças como a perda e fragmentação de seu habitat, atropelamentos em rodovias e doenças transmitidas por animais domésticos.
O registro feito às margens da MS-430 reforça a importância da atenção dos motoristas e moradores da região para a presença de animais silvestres próximos às rodovias.
