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Mato Grosso do Sul, 28 de maio de 2022

Comerciante segue entregador de lanches e descobre golpe do PIX

Cliente apresentou comprovante do PIX com letras deformadas o que deixou comerciante desconfiado.
13/05/2022 às 16:24
Campo Grande News, Mirian Machado
(Google )

Um homem, de 25 anos, foi preso em flagrante quando tentava aplicar o golpe do PIX em uma lanchonete do Bairro Universitário em Campo Grande. Ele havia pedido R$ 230 em lanches e apresentou comprovante de pagamento falso. 

O golpe foi percebido pelo proprietário da lanchonete após o pagamento não constar no banco. Desconfiado ele seguiu o entregador de lanches e desvendou o crime. A Polícia foi acionada e o golpista foi preso.

À polícia, a vítima, dono da lanchonete contou que por volta das 21h15 recebeu um pedido via whatsApp de um numero de DDD 91, foto de uma mulher com nome de "Bia". A pessoa pediu 5 lanches de R$ 42 cada e um refrigerante com um total de R$ 230. Inicialmente o cliente disse que pagaria no cartão, depois disse que pagaria por PIX.

O comerciante passou a chave do PIX e recebeu um comprovante com o valor acertado. Após terminar o lanche e despachar, foi visualizado que não havia caído o valor na conta. A vítima notou também que as letras do comprovante estavam um pouco deformadas, momento em que ligou mata o motoentregador e pediu para aguardar que ele iria junto.

O dono do estabelecimento então seguiu o entregador de carro. Quando chegou ao local, no Jardim Canguru, o indivíduo se aproximou, a vítima então o questionou sobre o PIX que não havia sido debitado. O golpista então fugiu e ao tentar escalar um muro foi agarrado pelo comerciante e caiu.

A Polícia Militar foi acionada e enquanto aguardada a chegada dos PMs, o autor disse que tinha dinheiro e que pagaria os lanches, pediu ainda para que a vítima ficasse com dois celulares para liberá-lo, sendo a proposta negada pela vítima.

Com a chegada da polícia, o golpista destravou o aparelho celular, onde foram encontrados vários pedidos feitos em lanchonetes diferentes. O autor confessou que utiliza um aplicativo que apaga os dados de qualquer recibo.

Durante depoimento na delegacia, o autor exerceu o direito de permanecer em silêncio.