Centro-Oeste reforça articulação no combate ao trabalho escravo durante encontro em Campo Grande

Representantes de quatro estados discutem estratégias conjuntas para prevenção, fiscalização e promoção do trabalho digno.

Publicado em 17/06/2026 às 20:25 - do Idest - Em Variedade

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(Ana Christina)

Representantes de órgãos públicos, instituições nacionais e organismos internacionais participam nesta quarta-feira (17) e quinta-feira (18), em Campo Grande, do I Encontro Regional das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes) do Centro-Oeste. O evento reúne integrantes de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal para fortalecer a articulação regional, compartilhar experiências e discutir estratégias de prevenção e enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo.

Promovido pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso do Sul (Coetrae-MS), o encontro reforça o compromisso dos governos e instituições com a promoção do trabalho digno e dos direitos humanos.

Desenvolvimento econômico aliado aos direitos humanos

Durante a abertura do evento, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, destacou que o combate ao trabalho escravo está diretamente relacionado ao modelo de desenvolvimento defendido pelo Governo do Estado.

Segundo ele, o crescimento econômico deve estar associado ao respeito a princípios e garantias fundamentais, tendo como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida da população.

Falcette ressaltou que Mato Grosso do Sul vive um período de expansão econômica, geração de empregos e atração de investimentos, mas afirmou que isso não pode resultar na invisibilização de problemas sociais ainda existentes.

“O trabalho escravo é um deles e precisa ser tratado com toda a seriedade que o tema exige. Não estamos falando apenas de estatísticas, mas de vidas humanas”, afirmou.

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Integração entre instituições fortalece ações

O secretário também destacou que o enfrentamento ao trabalho escravo exige atuação integrada entre diferentes áreas do governo e instituições parceiras.

De acordo com ele, a construção de políticas públicas efetivas depende da cooperação entre setores como assistência social, direitos humanos, saúde e educação, além das áreas voltadas ao desenvolvimento econômico.

Falcette lembrou ainda que o fortalecimento da Coetrae-MS e a elaboração do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo demonstram o compromisso do Estado com o tema.

“Precisamos ter como objetivo permanente reduzir esse número a zero. Não é uma discussão sobre percentuais. Cada trabalhador resgatado representa uma situação grave que demanda atenção individualizada e resposta firme do poder público”, destacou.

Programação reúne debates e troca de experiências

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, enfatizou a importância da articulação entre as diferentes áreas governamentais para garantir proteção social às vítimas e fortalecer ações preventivas.

Já a coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Barbosa, destacou que o encontro amplia o diálogo entre os estados e contribui para a construção de soluções conjuntas para um problema que ultrapassa fronteiras administrativas.

A programação inclui debates sobre políticas públicas, fiscalização, atendimento às vítimas, painéis técnicos, apresentação de experiências exitosas e discussões sobre os desafios enfrentados pelos estados da região Centro-Oeste.

Participam do encontro representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), Organização Internacional do Trabalho (OIT), governos estaduais e entidades da sociedade civil.

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Crescimento com inclusão social

Para o Governo de Mato Grosso do Sul, o fortalecimento das ações de combate ao trabalho escravo integra uma estratégia mais ampla de desenvolvimento sustentável, baseada na geração de oportunidades, inclusão social e respeito aos direitos humanos.

A proposta é garantir que o crescimento econômico registrado pelo Estado se reflita efetivamente em melhores condições de vida para toda a população.