Casal de São Gabriel participa de casamento coletivo gay na Capital

Publicado em 21/02/2013 às 14:16 - do Idest, com CG News - Em Variedade

Elias e Lucas entraram na lista da festa.
Elias e Lucas entraram na lista da festa. (Divulgação)
Casal de São Gabriel do Oeste vai participar do casamento coletivo para casais gays que será realizado em Campo Grande. São 30 casais que no dia 17 de maio oficializarão o contrato de união estável homoafetiva. Será a primeira vez em Mato Grosso do Sul, justamente no Dia Estadual de Luta Contra a Homofobia.

O morador de São Gabriel e servidor público Elias Neto, de 29 anos, diz que subirá ao altar de branco. Ele conheceu a cara metade pela internet e há um ano a conversa virtual virou namoro sério. O namorado de Elias que morava em Campo Grande já mudou para São Gabriel.

Agora, os dois decidiram oficializar a união, não para confirmar o amor, explica Elias. “É uma garantia. Assim posso incluir ele no meu plano de saúde, por exemplo, e vamos comprar uma casa. A gente se ama, essa é só uma forma de usufruir o que nós temos”.

Oficial

Em Mato Grosso do Sul não há como oficializar a união civil nos moldes convencionais. Já a Bahia, São Paulo e algumas comarcas do interior do País já fazem o casamento civil de homossexuais, segundo o presidente da Comissão de Diversidade Sexual/OAB Júlio César Valcanaia Ferreira, um dos apoiadores do evento.

Para se casarem diante a Justiça em Mato Grosso do Sul, depois do contrato de união estável é preciso entrar na Justiça e esperar muito para conquistar o "preto no branco".

A intenção é que até data do casamento coletivo ocorram avanços para esse tipo de união entre homossexuais. Mesmo assim, a festa do dia 17 será um bom início, avalia Julio. “Será a legitimação, reconhecimento da união estável. Só assim se pode dar inicio a ação judicial pedindo o direito desses casais se casarem no civil”, explica o presidente.

O local do casamento coletivo ainda não foi definido, mas a ideia é de realizar em um local público.

Quem quiser entrar na relação de casais deve procurar o Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (CentrHo), da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social.