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Mato Grosso do Sul, 28 de junho de 2022

Campo-grandense que morreu em SP terá funeral custeado por funerárias de MS

Mulher era usuária de drogas e morreu de infarto em Ribeirão Preto; as pax vão fazer translado e sepultamento.
06/05/2022 às 15:38
Campo Grande News, Silvia Frias
(Divulgação )

Duas pax e a Associação das Funerárias do Interior de Mato Grosso do Sul vão arcar com o translado e sepultamento do corpo de Lucimara de Oliveira, 50 anos, que morreu em Ribeiro Preto (SP), após sofrer infarto.  Moradora de rua e usuária de drogas, ela havia deixado de manter contato com a família em MS há 13 anos.

Lucimara era de Campo Grande e, desde 2009, tinha desaparecido. A irmã, Antônia de Oliveira, soube da morte por meio das redes sociais: uma ONG tentava encontrar parentes da mulher, que havia morrido de infarto.

A família começou vaquinha on-line para arrecadar R$ 6,8 mil para o translado e sepultamento do corpo.  Hoje, havia angariado cerca de R$ 2 mil.

Ontem, a família recebeu ligação de funerárias que resolveram colaborar e arcar com as despesas principais: a Pax Jaraguari do Brasil irá fazer o translado de Ribeirão a Campo Grande e cuidar da documentação; a Pax Anjos da Paz vai realizar o sepultamento.

A iniciativa teve o apoio da Associação das Funerárias do Interior de Mato Grosso do Sul. Ainda não há data definida para o translado, já que ainda será feito contato com o IML (Instituto Médico Legal) de Ribeirão Preto para saber quais documentos serão necessários. 

Drogas – Lucimara era usuária de drogas e vivia nas ruas de Ribeirão Preto há cerca de 10 anos. Antônia conta que a irmã saiu de casa quando tinha 20 anos e, até 2005, visitava a família, indo ver a mãe todos os anos em Campo Grande. Depois desse período, não foi mais até lá e deixou de manter contato em 2009.

A presidente da ONG paulista Anjos da Rua, Juliana Alencar, conheceu Lucimara antes do envolvimento dela com as drogas. Quando soube da morte, foi corrida contra o tempo.

“Ela não tinha documentos e não sabíamos o nome de ninguém da família dela, o prazo que tínhamos era até sexta-feira para que não fosse enterrada como indigente”, explica.