Telessaúde expande no estado e ajuda a reduzir filas do SUS, aponta Secretaria de Saúde

Em 2025, rede registrou 84.880 tele-ECGs e 18.630 teleinterconsultas; SES diz que foco agora é consolidar uso contínuo das ferramentas.

Publicado em 18/02/2026 às 12:43 - do Idest - Em Saúde

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(Agência Brasil)

A expansão dos serviços de telessaúde no estado entre 2022 e 2025 ampliou o acesso à atenção especializada na rede pública e contribuiu para reduzir filas de regulação no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES); em 2025, foram registrados 84.880 exames de tele-ECG e 18.630 teleinterconsultas.

De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do estado contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação.

Tele-ECG lidera volume de atendimentos

Entre as modalidades incorporadas de forma estruturada em 2025 estão tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias, com a proposta de elevar a resolutividade do atendimento na Rede de Atenção à Saúde.

O tele-ECG foi o serviço com maior volume, com 84.880 exames realizados em 2025, consolidando-se como uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública, de acordo com a SES.

Uso nos municípios e impacto na regulação

Segundo a SES, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros oito participaram de uma campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados.

A SES informou que 14 municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva e, em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades: Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes.

Próximo passo, segundo a secretaria

A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, afirmou que o objetivo é consolidar o uso contínuo das ferramentas e integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas.

A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES em articulação com os municípios. A superintendente Marcia Tomasi disse que a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada.

Portarias federais e equipamentos

De acordo com a SES, o avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Novo PAC, com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico.

Serviços e especialidades ofertados

O Núcleo de Telessaúde oferece teleconsultorias síncronas ou assíncronas em áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem.

As teleinterconsultas são destinadas à troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco. Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente em áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia. A coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, atribuiu os resultados à diversidade de modalidades.