SUS registra 9,9 mil testes positivos para HPV de alto risco
Exame de DNA-HPV começou a substituir o Papanicolau no SUS no início do ano e já é usado em 26 estados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 9.904 testes positivos para HPV de alto risco desde o início da oferta do exame molecular de rastreio em mulheres. O subtipo do vírus está associado ao risco de câncer do colo do útero. Até agora, 26 estados adotaram o novo protocolo, segundo informações divulgadas em 30 de outubro de 2026.
Exame substitui o Papanicolau
O exame de DNA-HPV é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013 e começou a ser utilizado pelo SUS no início deste ano, em substituição ao teste Papanicolau.
A principal vantagem do exame molecular é detectar a presença do vírus antes que ele evolua para uma lesão pré-cancerígena. O método pode contribuir para a prevenção e a identificação precoce de casos de câncer do colo do útero.
Detecção pode ocorrer até dez anos antes
Um estudo realizado pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mulheres atendidas por um programa em Indaiatuba, São Paulo, mostrou que o exame de DNA-HPV antecipou em dez anos a detecção do câncer do colo do útero.
De acordo com a pesquisa, a média de idade do rastreamento pelo Papanicolau foi de 49,3 anos. Com o teste molecular de DNA-HPV, a média caiu para 39,6 anos.
Adesão ao protocolo
O Espírito Santo é o único estado que ainda não fez a substituição. Segundo o Ministério da Saúde (MS), os novos testes devem ser enviados ao estado ainda este ano.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre mulheres no país, mas, quando detectado precocemente, apresenta chances de cura superiores a 95%.
