SUS passa a oferecer teste para rastreamento do câncer colorretal a partir desta segunda-feira

Exame FIT será destinado a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e poderá ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce.

Publicado em 10/08/2026 às 14:13 - do Idest - Em Saúde

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(Jo Panuwat D/ Adobe Stock)

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a incluir, a partir desta segunda-feira (10), o teste imunoquímico fecal (FIT) entre os procedimentos disponíveis na rede pública. O exame, que identifica a presença de sangue oculto nas fezes, será utilizado exclusivamente no rastreamento bienal do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

Exame será usado no rastreamento

A inclusão do FIT foi estabelecida por portaria publicada no Diário Oficial da União. O procedimento é destinado ao rastreamento de pessoas sem sintomas e não deve ser utilizado para investigação diagnóstica de pacientes sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A medida poderá ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal para mais de 40 milhões de brasileiros.

Como funciona o FIT

O teste é realizado a partir de uma amostra de fezes e identifica pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A presença de sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

Diferentemente dos exames tradicionais de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando a precisão do teste.

O paciente recebe um kit para realizar a coleta em casa. Depois, o material é encaminhado para análise laboratorial. Caso o resultado indique a presença de sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.

Exame não exige preparo intestinal

Entre as características do FIT estão:

  • Não exige preparo intestinal;
  • Não necessita de dieta restritiva antes da coleta;
  • Pode ser realizado com apenas uma amostra;
  • É menos invasivo;
  • Apresenta maior adesão da população.

Câncer colorretal é o segundo mais frequente

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, considerando os tumores, com exceção dos cânceres de pele não melanoma.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil durante o triênio 2026-2028.

Apesar da inclusão do FIT no rastreamento, o Ministério da Saúde destaca que a colonoscopia continua sendo a principal forma de avaliação do intestino, pois permite visualizar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.