Outubro Rosa reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em MS
Estado registrou 740 casos em 2024 e 502 em 2025; campanha destaca hábitos saudáveis, mamografia e atenção aos sinais de alerta.

O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados contínuos com a saúde das mamas. Em Mato Grosso do Sul, foram registrados 740 casos de câncer de mama em 2024 e 502 em 2025, conforme dados dos sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os registros da produção ambulatorial do SUS também apontam a realização de 50.459 mamografias bilaterais de rastreamento em mulheres de 50 a 74 anos em 2024. Em 2025, foram contabilizados 40.461 exames nessa mesma faixa etária.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) destaca que a atenção à saúde das mamas envolve a adoção de hábitos saudáveis, o reconhecimento de possíveis alterações e o acesso aos serviços de saúde. A avaliação diante de sinais suspeitos e o início oportuno do tratamento são importantes para ampliar as possibilidades de bons resultados.
Para a gerente de Atenção à Oncologia da SES, Michele Martins, a campanha é uma oportunidade para reforçar que os cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano.
“Cuidar da saúde das mamas é um compromisso que precisa estar presente durante todo o ano. Isso envolve adotar hábitos saudáveis, conhecer o próprio corpo, estar atenta a possíveis alterações e procurar uma unidade de saúde sempre que necessário”, destaca.
Hábitos saudáveis ajudam na prevenção
Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação equilibrada, evitar bebidas alcoólicas e não fumar são medidas que contribuem para a saúde e podem reduzir o risco de câncer de mama.
A doença também está relacionada a fatores que não podem ser modificados, como o envelhecimento e determinadas características da história reprodutiva. O histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, especialmente entre parentes de primeiro grau, também merece atenção.
A presença desses fatores não significa que a doença necessariamente se desenvolverá. Da mesma forma, mulheres sem histórico familiar ou outros fatores de risco conhecidos também podem ter câncer de mama.
Quando fazer a mamografia?
A mamografia de rastreamento pode identificar alterações nas mamas antes do aparecimento de sintomas. Para mulheres com risco habitual, o Ministério da Saúde recomenda o exame a cada dois anos, dos 50 aos 74 anos.
Mulheres de 40 a 49 anos também podem ter acesso à mamografia de rastreamento pelo SUS, mediante demanda e decisão compartilhada com o profissional de saúde, considerando os possíveis benefícios e riscos do exame. Essa faixa etária, entretanto, não é a prioritária para o rastreamento populacional organizado.
A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, orienta que as mulheres procurem uma unidade de saúde para esclarecer dúvidas e receber informações sobre os cuidados adequados.
Diante de alterações suspeitas, a avaliação deve ser realizada independentemente da idade, sem esperar chegar à faixa etária recomendada para a mamografia de rotina. A equipe de saúde pode orientar sobre a necessidade e a periodicidade dos exames, considerando a idade, o histórico familiar e as necessidades individuais.
Sinais de alerta exigem avaliação
Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças nas mamas. Entre os sinais que merecem avaliação estão:
- Nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor;
- Vermelhidão, retração ou alterações na pele, inclusive aspecto semelhante ao da casca de laranja;
- Mudanças no mamilo;
- Saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- Nódulos na região das axilas.
Nem toda alteração significa câncer. No entanto, diante de uma mudança suspeita, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, encaminhamento para investigação.
A observação das mamas ajuda a reconhecer alterações, mas não substitui a avaliação profissional nem os exames recomendados para cada faixa etária.
Cuidados devem continuar após outubro
Embora a campanha amplie a visibilidade do câncer de mama, a atenção à saúde deve permanecer durante todo o ano. A adoção de hábitos saudáveis, a realização dos exames indicados e a busca por atendimento diante de alterações são medidas importantes para o cuidado contínuo.
A ausência de sintomas ou de histórico familiar não elimina a possibilidade de desenvolver a doença. Embora seja muito mais frequente em mulheres, o câncer de mama também pode ocorrer em homens, ainda que raramente.
A SES orienta que mulheres e homens que percebam alterações suspeitas procurem a unidade de saúde de referência do município. Os profissionais podem esclarecer dúvidas sobre prevenção, mamografia e os cuidados adequados a cada situação.
