Novo protocolo do Ministério da Saúde atualiza diagnóstico e tratamento da endometriose no SUS
Documento substitui regras de 2016, orienta o atendimento desde a atenção básica e define medicamentos e procedimentos autorizados.

O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo nacional para o diagnóstico e o tratamento da endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento substitui as regras em vigor desde 2016, orienta profissionais desde a atenção básica até a realização de cirurgias e determina que estados e municípios organizem suas redes de atendimento.
A endometriose pode causar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar. Com a atualização, profissionais e gestores passam a ter orientações sobre como identificar a doença, quais pacientes podem receber os tratamentos previstos e em que situações é necessário encaminhar a mulher para atendimento especializado.
Medicamentos e procedimentos
O protocolo estabelece os medicamentos e procedimentos que poderão ser utilizados no SUS, além das regras para autorização, registro e pagamento dos atendimentos. O documento funciona como um manual nacional para orientar desde o primeiro atendimento em uma unidade básica de saúde até consultas com especialistas, exames, uso de medicamentos e possíveis cirurgias.
As secretarias estaduais e municipais também deverão organizar a rede de atendimento. Cada gestor deverá definir quais unidades serão referência e como será o percurso das pacientes dentro do sistema público.
Informações sobre o tratamento
Antes do início do tratamento, a paciente deverá ser informada sobre possíveis riscos, efeitos colaterais e reações relacionados aos medicamentos ou procedimentos indicados.
A atualização das regras não garante que todos os serviços estarão disponíveis imediatamente em todos os municípios. A implantação dependerá da organização da rede de saúde, da definição de unidades de referência e da disponibilidade de profissionais e estrutura em cada região.
