Novo LIRAa coloca Rio Negro entre os municípios em alerta para arboviroses

Levantamento da SES aponta índice de alto risco para infestação do Aedes aegypti no município; Camapuã também exige atenção das autoridades de saúde.

Publicado em 20/06/2026 às 13:55 - do Idest - Em Saúde

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(Divulgação SES)

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do segundo ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, realizado em maio. Entre os destaques do levantamento está Rio Negro, que registrou índice de 5,9 e aparece na faixa de alto risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Os dados servem de base para o planejamento e direcionamento das ações de prevenção e controle das arboviroses nos municípios sul-mato-grossenses, permitindo uma atuação mais estratégica no combate ao vetor.

Rio Negro está entre os municípios de maior risco

De acordo com o levantamento, os municípios com índices superiores a 4 são classificados pelo Ministério da Saúde como de alto risco para infestação do Aedes aegypti.

Além de Rio Negro (5,9), integram essa lista Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Bela Vista (5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7).

Também aparece em situação de atenção Camapuã, que registrou índice de 4,0, muito próximo da faixa considerada de alto risco.

Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o levantamento é uma ferramenta fundamental para orientar as decisões dos gestores municipais.

“Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada. Quanto mais cedo as medidas de controle são adotadas, maiores são as chances de reduzir a proliferação do mosquito e prevenir a ocorrência de casos”, afirmou.

Levantamento orienta ações de combate

O LIRAa permite identificar os locais com maior presença do mosquito e direcionar ações como visitas domiciliares, eliminação de criadouros e bloqueios em áreas consideradas mais vulneráveis.

Para o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, a ferramenta é essencial para fortalecer as estratégias de prevenção em todo o Estado.

“O levantamento nos permite identificar os locais mais vulneráveis e direcionar o apoio técnico do Estado, além de orientar as equipes municipais na definição das áreas prioritárias para visitas domiciliares, bloqueios e eliminação de criadouros”, explicou.

População tem papel fundamental

A SES reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da participação da população, com a eliminação de recipientes que acumulam água, limpeza periódica de quintais, calhas e caixas d'água, além da destinação correta de resíduos.

“Mesmo em períodos com menor volume de chuvas, é importante que a população mantenha a atenção aos possíveis criadouros dentro das residências. O combate ao mosquito é um trabalho contínuo e depende do envolvimento de todos”, destacou Márcio Luiz de Oliveira.

A orientação é que os municípios mantenham ações permanentes de vigilância e prevenção para reduzir os riscos de transmissão da dengue, zika e chikungunya e proteger a saúde da população.