MS tem menos de dois médicos a cada mil habitantes, aponta CFM

Número de profissionais com registro do órgão no estado chega a 4.238

Publicado em 19/02/2013 às 08:28 - G1 MS - Em Saúde

UTI de pós-operatório da Santa Casa de Campo Grande
UTI de pós-operatório da Santa Casa de Campo Grande (Gabriela Pavão/ G1 MS)
O número de médicos por grupo de mil habitantes não chega a dois em Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (18), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Considerando o total de profissionais com registro do órgão – 4.238 – e a população sul-mato-grossense de 2,505 milhões de habitantes apurada no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a razão fica em 1,69.

As informações integram o levantamento Demografia Médica no Brasil – volume 2. Segundo o CFM, a taxa do estado é a décima melhor entre as unidades da federação e está abaixo da média nacional, que é dois. Na separação por gênero, são 2.779 homens e 1.455 mulheres exercendo a medicina com registro.

Em Campo Grande, o total de médicos registrados no CFM é de 2.504, o que representa uma razão de 3,14 por mil, considerando que a cidade tem 796.252 habitantes.

O órgão levantou também o número de profissionais que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS), com base no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Em Mato Grosso do Sul, a rede pública tem 2.715 médicos e uma razão de 1,08 por mil habitantes. Na capital sul-mato-grossense, o total é de 1.392 médicos e a razão, 1,75 por mil.

Conforme o CFM, a entidade emitiu 7.072 registros profissionais. Destes, 2.836 foram cancelados, o que mostra que os 4.238 médicos em atividade representam 59,9% do total.

Áreas

Os especialistas são maioria em Mato Grosso do Sul. Segundo o estudo, eles totalizam 2.567, contra 1.671 generalistas. O grupo de ginecologia e obstetrícia é o que abriga o maior número de especialistas – 407 –, seguido por pediatria (370), cirurgia geral (340), anestesiologia (224), clínica médica (187), ortopedia e traumatologia (174) e cardiologia (165).

No quesito profissionais escassos, estão os grupos cirurgia de mão (2), genética médica (3), radioterapia (3), geriatria (5), medicina esportiva (6) e medicina legal e perícia médica (6).