Menino de 11 anos sofre queimaduras de terceiro grau após acidente com álcool em Campo Grande
Criança tentava fazer fogo com um amigo de 12 anos quando as chamas atingiram um galão de cinco litros de álcool.

Um menino de 11 anos sofreu queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo após o álcool usado por ele e um amigo de 12 anos pegar fogo durante uma tentativa de fazer fogo nos fundos de uma casa da Vila Popular, em Campo Grande, na tarde de terça-feira (4). A criança foi socorrida por coletores de lixo e levada por uma moradora à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, onde foi intubada devido à gravidade das lesões.
Fogo atingiu galão de álcool
Segundo o relato do menino de 12 anos, a ideia partiu do amigo, que pediu um galão de aproximadamente cinco litros guardado no imóvel. O produto era usado pelo pai do adolescente em uma chapa.
Os dois tentavam fazer fogo sobre uma pedra quando o garoto aproximou um isqueiro. As chamas atingiram o recipiente e espalharam álcool em chamas sobre o menino de 11 anos.
Crianças tentaram apagar as chamas
Após ser atingido, o menino correu para o banheiro e tentou apagar o fogo no chuveiro. A água acabou porque a casa é abastecida por um poço artesiano. Os dois passaram a usar recipientes com água da cozinha e, depois, uma mangueira do lado de fora do imóvel para conter as chamas e aliviar as queimaduras.
Mesmo ferido, o garoto permaneceu cerca de 30 minutos dentro da residência. Quando as dores aumentaram, ele saiu para a frente da casa e pediu ajuda.
Socorro e atendimento médico
Coletores de lixo que passavam pela rua interromperam o trajeto e prestaram os primeiros socorros. Uma moradora chamou um carro por aplicativo e levou a criança até a UPA Santa Mônica.
A equipe médica constatou queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo e decidiu pela intubação por causa da extensão das lesões.
Polícia encontrou adolescente sozinho
Durante a apuração do caso, uma equipe da Polícia Militar encontrou o adolescente de 12 anos sozinho na residência. Como nenhum responsável estava no local, o Conselho Tutelar foi acionado, mas não compareceu, segundo o boletim.
O menino permaneceu acompanhado até a chegada do pai.
