Mato Grosso do Sul reforça preparação para emergências em saúde com oficina inédita e simulado

Atividades promovidas pela SES reuniram especialistas, municípios estratégicos e representantes da OPAS para fortalecer a resposta a surtos e pandemias.

Publicado em 11/06/2026 às 21:27 - do Idest - Em Saúde

Imagem da notícia
(André Lima)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou entre os dias 8 e 10 de junho uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da preparação e resposta a emergências em saúde pública. A programação incluiu uma oficina inédita de Vigilância Baseada em Eventos em Estabelecimentos de Saúde e um exercício simulado para avaliar o Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios.

Oficina fortaleceu vigilância e detecção precoce

Realizada nos dias 8 e 9 de junho, a oficina teve como objetivo ampliar a capacidade dos serviços de saúde na identificação precoce de eventos que possam representar riscos à saúde pública.

Participaram da capacitação representantes da Rede do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), da Rede dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica nos Hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (RENAVEH), profissionais da vigilância em saúde, especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), técnicos do Ministério da Saúde e equipes de municípios prioritários e de fronteira, como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã.

Segundo a coordenadora de Emergências em Saúde Pública da SES, Karine Obara, a ação fortalece a capacidade de resposta do Estado diante de possíveis emergências sanitárias.

“Trabalhamos o desenvolvimento dessas estratégias dentro dos estabelecimentos de saúde, fortalecendo a capacidade de identificação precoce e resposta a eventos de interesse para a saúde pública”, destacou.

A consultora técnica da OPAS e especialista em vigilância e controle de vírus respiratórios, Priscila Leite, explicou que a atividade faz parte de um trabalho iniciado anteriormente para aprimorar os sistemas de monitoramento.

“Essa atividade é um desdobramento da Estratégia Mosaico, que busca aperfeiçoar a vigilância dos vírus respiratórios e fortalecer as capacidades de preparação e detecção precoce do Estado”, afirmou.

Imagem da notícia
(Foto: André Lima)

Integração entre profissionais foi destaque

Além do conteúdo técnico, a oficina promoveu a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas e municípios.

Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, a integração entre as equipes contribui para o aperfeiçoamento das estratégias de vigilância e resposta.

“Profissionais que atuam em diferentes setores puderam unir conhecimentos e estratégias. Esse alinhamento é fundamental para corrigirmos fragilidades, aprimorarmos processos e alcançarmos melhores resultados”, ressaltou.

Reconhecida pela OPAS e pelo Ministério da Saúde pelas iniciativas voltadas à vigilância de vírus respiratórios, a SES sediou a primeira oficina desse modelo realizada no Brasil.

Simulado avaliou plano estadual de contingência

A programação teve continuidade no dia 10 de junho com um exercício simulado de mesa destinado aos servidores da Secretaria de Estado de Saúde.

A atividade teve como foco a avaliação do Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios, que contempla cenários envolvendo Covid-19, influenza e outros agentes respiratórios com potencial de causar emergências em saúde pública.

Durante o exercício, os participantes foram submetidos a situações fictícias que exigiam análise de fluxos, definição de responsabilidades e articulação entre diferentes setores da Secretaria.

“Estamos testando esse plano por meio de um exercício simulado de mesa, avaliando os fluxos, as responsabilidades e a capacidade de resposta dos diversos setores envolvidos”, explicou Karine Obara.

Estado busca ampliar capacidade de resposta

De acordo com a OPAS, o simulado representa uma etapa importante para a validação do plano estadual, que ainda está em fase de finalização.

Segundo Priscila Leite, a atividade permite identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e eventuais ajustes necessários para garantir uma resposta mais eficiente diante de futuras emergências.

“Os servidores são inseridos em cenários fictícios para identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e atualizações necessárias para que o Estado esteja mais preparado diante de surtos, pandemias ou eventos inesperados relacionados aos vírus respiratórios”, afirmou.

A especialista destacou ainda que os vírus respiratórios estão entre as principais ameaças apontadas por organismos internacionais para futuras emergências sanitárias, reforçando a importância das ações de preparação.

Para Lívia Mello, a iniciativa demonstra o compromisso de Mato Grosso do Sul com o fortalecimento da vigilância em saúde.

“Estamos colocando em prática aquilo que construímos. Quando surgir uma nova emergência em saúde pública relacionada aos vírus respiratórios, queremos estar preparados para responder da melhor forma possível”, concluiu.