Cirurgias plásticas mamárias no SUS crescem 54,3% em dez anos

Levantamento aponta 90.648 cirurgias mamárias realizadas pelo SUS entre 2016 e 2025, incluindo reconstruções pós-mastectomia.

Publicado em 07/08/2026 às 17:25 - do Idest - Em Saúde

Imagem da notícia
(Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de mais de 9 mil para 14.213 procedimentos. São Paulo liderou o número de operações no período, com 30.265 registros. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, na sexta-feira (7).

Queda durante a pandemia

Em 2020, no auge da crise sanitária provocada pela covid-19, foram realizadas 4.547 cirurgias mamárias, aproximadamente metade do volume registrado nos anos anteriores.

Ao todo, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias entre 2016 e 2025. O levantamento inclui procedimentos indicados para a reconstrução da mama e para o tratamento de diferentes alterações em sua estrutura.

Maioria dos procedimentos não teve finalidade estética

Do total analisado, 74.619 internações foram classificadas como plástica mamária feminina não estética, o equivalente a 82,3% dos registros. O grupo reúne cirurgias indicadas para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

Também foram registradas 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia com implante de prótese, além de 3.429 internações para reconstrução mamária após mastectomia total.

Sudeste concentra mais da metade dos registros

Os estados do Sudeste somaram 50.848 internações, o equivalente a 56,1% dos procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS entre 2016 e 2025. São Paulo concentrou sozinho cerca de um terço dos registros nacionais, seguido por Minas Gerais, com 9.836 operações, e Rio de Janeiro, com 9.115.

O Rio Grande do Sul registrou 6 mil procedimentos, enquanto a Bahia teve 5.731. Entre as demais regiões, o Nordeste somou 15.985 internações; o Sul, 9.098; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.