Campo Grande confirma 12º caso de raiva em morcego, acima do total registrado em todo o ano passado

Animal foi encontrado no perímetro urbano do bairro Pioneiros e teve a presença do vírus confirmada após análise laboratorial.

Publicado em 31/07/2026 às 21:12 - do Idest, com informações do Correio do Estado - Em Saúde

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(Paulo Ribas / Correio do Estado)

Campo Grande confirmou o 12º morcego infectado pelo vírus da raiva em 2026, número superior aos 11 casos registrados durante todo o ano passado. O animal foi encontrado no perímetro urbano do bairro Pioneiros e teve a presença do vírus confirmada em análise laboratorial, conforme protocolo sanitário.

Número de animais recolhidos chega a 772

O recolhimento foi feito pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que informou já ter recebido 772 morcegos na cidade neste ano. A maioria dos animais não estava infectada, mas o órgão alertou que a confirmação de 12 casos exige a continuidade da vigilância e a adoção de cuidados pela população.

Além do Pioneiros, morcegos infectados foram recolhidos nos bairros Vivendas do Bosque, Centro, Santa Fé, Jardim Campo Alto, São Francisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

Vacinação de cães e gatos é principal prevenção

Segundo o CCZ, a principal medida de prevenção é manter a vacinação antirrábica anual de cães e gatos atualizada. Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população.

Apesar disso, esses animais podem eventualmente portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos. O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

Orientação é não tocar no animal

Ao encontrar um morcego caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, a orientação é não tocar no animal, esteja ele vivo ou morto. O local deve ser isolado, e o morcego pode ser coberto com um balde ou uma caixa, ou mantido em um cômodo fechado, para evitar o contato com pessoas e animais domésticos.

O CCZ deve ser acionado imediatamente para fazer o recolhimento seguro e encaminhar o animal para análise laboratorial. Em caso de contato acidental com um morcego em situação suspeita, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição.

Como acionar o CCZ

O telefone geral do CCZ é 3313-5000. De segunda a sexta-feira, o atendimento pode ser acionado pelos números 2020-1789 e 2020-1801. O plantão atende pelo telefone 2020-1794.

O endereço é a Avenida Filinto Müller, 1601, na Vila Ipiranga, com atendimento diário das 7h às 21h. Fora dos horários de atendimento, a orientação é isolar o animal com o auxílio de um balde, caixa ou pano, sem contato direto, e acionar o CCZ assim que o serviço for retomado.