Anvisa proíbe venda e uso de suplementos, medicamentos e oxigênio de cinco empresas por irregularidades

Ação inclui produtos sem registro, falhas de qualidade e fabricação sem autorização, além de recolhimento de lotes de oxigênio e suspensão de medicamentos.

Publicado em 03/07/2026 às 12:16 - do Idest - Em Saúde

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(Valter Campanato/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição e o uso de suplementos, medicamentos e oxigênio medicinal produzidos por cinco empresas, após identificar irregularidades como falta de registro, problemas de qualidade e fabricação sem autorização, em resolução publicada nesta quinta-feira (2).

Suplementos e produtos sem registro

Entre os itens atingidos estão 36 suplementos da linha Greenora, incluindo Cartilagem de Tubarão, Ginkgo Biloba, Berberina, Isoflavona e Passiflora Incarnata. Segundo a Anvisa, os produtos eram comercializados como medicamentos sem registro, e a fabricante Segredos da Terra Cristais Ltda. não tinha autorização para produzi-los.

Também entrou na lista o Aloe Vera Max, além de outros 36 extratos concentrados das linhas Bios 7 e SupraErvas. A agência informou que os produtos eram vendidos sem registro, notificação ou cadastro, e que a fabricante Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda. não possuía autorização para fabricar medicamentos.

Restrição a itens da Primenutri

A resolução também proibiu a comercialização, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de seis produtos vendidos pela Primenutri Comércio Virtual Ltda., entre eles Lipodrene, Ostarine, Cardarine e SLU-PP-332. Conforme a Anvisa, os itens não tinham registro sanitário e eram produzidos por fabricante desconhecido.

Medicamento com falhas e oxigênio sob recolhimento

Além dos suplementos, a agência suspendeu quatro lotes do medicamento Cloridrato de Dobutamina 12,5 mg/mL, fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. A fiscalização encontrou partículas em suspensão, cristalização e alteração de cor nas ampolas, mesmo quando estavam íntegras ou após a diluição.

A Anvisa também determinou o recolhimento de todos os lotes de oxigênio medicinal envasados até 11 de junho de 2026 pela IBG Cryo Indústria de Gases Ltda. Segundo a agência, a empresa realizava o envase sem licenciamento sanitário e antes da validação dos processos de fabricação.

Empresa volta a operar, mas parte dos produtos segue proibida

A medida ainda alterou a restrição imposta à Mayben Pharmaceutical Ltda. A empresa voltou a operar após cumprir as exigências apontadas pela Vigilância Sanitária Municipal de Araraquara, mas continuam proibidos os suplementos Aqualev, Calcioben e Calcioben D, além dos produtos Lactben e Lactulose Nativida fabricados até 21 de junho de 2026.

Em inspeção realizada em maio, a Anvisa encontrou falhas na estrutura da fábrica, nas condições de higiene, no controle de temperatura e umidade, além de equipamentos danificados, matérias-primas vencidas ou deterioradas e embalagens inadequadas para alimentos. Os produtos fabricados antes da regularização permanecem sob restrição.