Anvisa proíbe venda e uso de insulina e peptídeos irregulares

Decisões foram publicadas no Diário Oficial da União e incluem produtos vendidos pela internet, além de dois lotes de medicamentos.

Publicado em 06/10/2026 às 13:38 - Agência Brasil - Em Saúde

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(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de todos os lotes de insulina produzidos pela Costa Mar Comércio Licitatório e determinou a suspensão de peptídeos sem registro, incluindo uma marca de tirzepatida. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União nesta terça-feira (6).

Insulina sem autorização

Segundo a Anvisa, a empresa distribuiu insulina glargina 3 mL/100 UI sem autorização de funcionamento para a atividade, em desacordo com a legislação sanitária.

Uma inspeção realizada pela vigilância sanitária de Petrópolis no início de setembro constatou que a empresa não funciona no endereço cadastrado e não possui licença sanitária identificada no local.

A reportagem tentou contato com a Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

Peptídeos vendidos pela internet

A resolução também proibiu a venda de diversos peptídeos sem registro, entre eles uma marca de tirzepatida comercializada pelo site peptideospro.com. De acordo com a Anvisa, os produtos não podem ser vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados ou utilizados.

A proibição se aplica a pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação. A medida também alcança peptídeos sem notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e vendidos pelo site peptideosdobrasil.com.br.

Peptídeos são moléculas produzidas pelo organismo e podem atuar como hormônios ou participar da regulação de processos biológicos, como cicatrização e resposta imunológica. Substâncias que imitam a ação do GLP-1, como tirzepatida e semaglutida, são usadas no tratamento do diabetes e da obesidade e ficaram conhecidas como “canetas emagrecedoras”.

Produtos que devem ser apreendidos

A Anvisa determinou a apreensão dos seguintes produtos:

  • BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare;
  • NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs;
  • Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm;
  • Retagen 40 mg Retatrutide, da Oxygen Pharm;
  • Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare;
  • Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.

Recolhimento de medicamentos

A agência também suspendeu a venda, a distribuição e o uso do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy 300 mg, após a Janssen-Cilag Farmacêutica informar o recolhimento voluntário do produto. Segundo a fabricante, existe a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos desse lote.

Outro recolhimento determinado pela Anvisa envolve o lote 0000207107 do medicamento Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A. A agência informou que foi confirmado um desvio de qualidade relacionado à perda de esterilidade da solução, causada pelo comprometimento da integridade da embalagem primária.

A reportagem entrou em contato com a Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A. e aguardava um posicionamento até a publicação.