TRE-MS reprocessa votos e altera ordem de suplentes após candidatura de Jerson Domingos ser indeferida

Decisão do TSE levou à anulação dos votos do candidato para fins de totalização; Marcelo Miranda passou à primeira posição na lista de suplentes de deputado estadual.

Publicado em 22/10/2026 às 10:50 - do Idest - Em Política

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(Divulgação TRE-MS)

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizou, nesta quarta-feira (21), o reprocessamento da totalização dos votos do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 para deputado estadual e deputado federal. O procedimento foi realizado em cumprimento à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu o registro de candidatura de Jerson Domingos, da Federação União Progressista (UNIÃO/PP), e alterou a ordem de suplência da legenda.

Com a anulação dos votos recebidos por Jerson Domingos para fins de totalização, Marcelo Miranda (PP) passou a ocupar a primeira posição na lista de suplentes de deputado estadual. Dione Hashioka (União) avançou para a segunda posição, enquanto os demais candidatos tiveram suas colocações ajustadas sucessivamente.

A retotalização ocorreu no plenário do prédio-sede do TRE-MS, em Campo Grande, após o TSE dar provimento, por unanimidade, ao recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), reformando a decisão anterior do tribunal regional, que havia deferido o registro de candidatura.

A mudança na ordem de suplência não altera os candidatos eleitos para o cargo de deputado estadual.

Indeferimento da candidatura

O pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral apontou a suposta participação de Jerson Domingos em uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà.

Conforme o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que teriam praticado o crime de impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, em sua forma majorada.

A Procuradoria Eleitoral sustentou que a impugnação busca proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.

Candidatura de Jamilson Name ainda aguarda julgamento

Outro candidato que teve o registro contestado pelo Ministério Público Eleitoral foi Jamilson Name (PP). Até o momento informado no processo, o pedido de impugnação ainda não havia sido julgado, e a data da análise não estava definida.

No caso de Jamilson, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Segundo a Procuradoria, ele responde por crimes como organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.

O documento também aponta que, após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho, Jamilson teria ganhado espaço no grupo investigado e passado a exercer maior liderança na exploração ilegal do jogo do bicho, conforme a acusação.

Com base nos desdobramentos da operação, o Ministério Público Eleitoral pede o reconhecimento da inelegibilidade do candidato.

A Procuradoria também menciona uma condenação de Jamilson na sexta fase da Operação Omertà. Segundo o órgão, ele recebeu pena de oito anos de prisão e 26 dias-multa por integrar organização criminosa armada. A sentença, no entanto, ainda é alvo de recurso.