PP decide manter neutralidade e inviabiliza Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Senadora havia aceitado o convite, mas o partido decidiu não apoiar nenhuma candidatura presidencial no pleito de 2026.

Publicado em 31/07/2026 às 15:37 - do Idest, com informações do Correio do Estado - Em Política

Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina.
Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina. (Divulgação)

A decisão do Progressistas (PP) de adotar uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais de 2026 inviabilizou a participação da senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, como candidata à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (31), por meio de nota oficial divulgada pela legenda.

Partido confirma posição

Em comunicado, o PP informou que a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e que, por maioria, a legenda optou por permanecer neutra no processo eleitoral.

"O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina."

Com a definição, as negociações entre o PL e a senadora foram encerradas.

Flávio disse que convite havia sido aceito

Horas antes da divulgação da nota do Progressistas, Flávio Bolsonaro afirmou que Tereza Cristina havia aceitado o convite para integrar sua chapa.

Ao comentar a escolha, o pré-candidato destacou a experiência política da senadora e sua atuação no setor agropecuário.

"Tereza Cristina é um caso excepcional. Foi ministra do presidente Bolsonaro, é uma referência em várias áreas, em especial no agro. É respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então o convite foi feito, ela aceitou, e agora vamos para as conversas para saber se o partido vai avançar ou não."

Apesar da declaração, Tereza Cristina afirmou que ainda não havia qualquer definição sobre a composição da chapa.

"Nada foi decidido, porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários."

Diretórios estaduais pesaram na decisão

Nos bastidores, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, defendia que o partido mantivesse neutralidade na disputa presidencial. A posição ganhou força diante dos diferentes cenários políticos nos estados, especialmente no Nordeste, onde o Progressistas participa de alianças distintas das nacionais.

A estratégia busca preservar a autonomia dos diretórios estaduais e evitar conflitos internos durante o processo eleitoral.

Vice ainda não foi definido

Com a saída de Tereza Cristina das negociações, Flávio Bolsonaro segue em busca de um nome para ocupar a vaga de vice-presidente. O PL tem até o dia 5 de agosto para definir a composição da chapa, enquanto o prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.

Entre os nomes cotados para a vaga estão a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC), Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Técio (PP-SP).