Tereza Cristina defende equilíbrio entre China e EUA em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Senadora afirmou que a China é a principal compradora do agronegócio brasileiro e que os Estados Unidos são concorrentes e grandes investidores no país.

A senadora Tereza Cristina afirmou, em entrevista à GloboNews, que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, considerando os interesses concorrentes das duas potências no agronegócio e a importância de ambas para a economia brasileira.
Pragmatismo nas negociações
Segundo a senadora, as responsabilidades de um eventual governo exigiriam uma postura pragmática nas negociações internacionais. “Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam”, afirmou, ao comentar como poderia ser a política de comércio exterior de Flávio Bolsonaro.
“Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil”, acrescentou. Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio Bolsonaro sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial.
China é principal compradora do agro
A senadora ressaltou que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor. Os Estados Unidos, por sua vez, são concorrentes do Brasil no abastecimento do mercado chinês em várias commodities.
“O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação”, disse.
Investimentos dos Estados Unidos
Na avaliação de Tereza Cristina, a relação com Washington também exigirá equilíbrio devido à importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no país e um parceiro importante para a economia brasileira.
A senadora disse esperar uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias com chineses e norte-americanos mesmo diante de divergências. “Eu tenho certeza que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões”, afirmou.
Críticas à política tarifária
Tereza Cristina também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ela, a revisão de tarifas promovida pelo governo norte-americano não se restringe ao Brasil.
“O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil”, afirmou.
