Tereza Cristina admite pela primeira vez possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro
Senadora de Mato Grosso do Sul afirma que discutiu eventual composição de chapa, mas ressalta que não há decisão e que definição depende de negociações partidárias.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou nesta quinta-feira (30), por meio de uma nota oficial divulgada nas redes sociais, que conversou pela primeira vez com o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, sobre a possibilidade de integrar a chapa como candidata a vice-presidente. Segundo a parlamentar, nenhuma decisão foi tomada e a definição dependerá de avaliações políticas e negociações entre os partidos.
Reunião ocorreu em Brasília
O encontro entre Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro aconteceu na quarta-feira (29), em Brasília.
Na nota divulgada pela senadora, ela afirma que o encontro foi produtivo e que, pela primeira vez, houve uma conversa sobre a possibilidade de ocupar a Vice-Presidência na chapa do PL.
Apesar disso, ressaltou que nenhuma composição foi definida, já que a formação da chapa depende de avaliações políticas, pessoais e de consultas e acordos partidários.
Até a publicação desta reportagem, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado publicamente sobre a reunião nem sobre o conteúdo da conversa.
Definição da vice segue em aberto
O nome que ocupará a Vice-Presidência na chapa do PL ainda não foi definido. Enquanto busca ampliar sua base de apoio para as eleições, o partido tenta atrair a federação União Brasil-PP e o Republicanos.
Segundo interlocutores, a definição foi adiada e dependerá das negociações entre as legendas e da aprovação dos partidos envolvidos.
Outros nomes também são cogitados
Além de Tereza Cristina, também são citados como possíveis nomes para compor a chapa a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, ligada ao Republicanos, e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que uma aliança com o Republicanos ou com a federação União Brasil-PP ampliaria o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e reduziria a percepção de isolamento político da candidatura.
