Reinaldo Azambuja defende diálogo e segurança jurídica para reduzir conflitos entre indígenas e produtores
Candidato ao Senado por MS afirmou que Governo Federal deve garantir os direitos de indígenas e produtores e buscar soluções para as disputas territoriais.

“Precisamos diminuir as tensões e as brigas no campo”. A afirmação foi feita pelo candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), durante entrevista na manhã desta segunda-feira (10) ao programa Boca do Povo, da Rádio Difusora Pantanal, em Campo Grande. Ao abordar as disputas territoriais entre indígenas e produtores rurais, ele defendeu o diálogo, a garantia de direitos e a segurança jurídica.
Disputas territoriais
Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do Brasil e ocupa a mesma posição em relação às áreas consideradas indígenas. Das 655 áreas já ocupadas ou reivindicadas por indígenas no país, 68 estão em território sul-mato-grossense. Outras 25 localidades aguardam demarcação.
Segundo Reinaldo, o Governo Federal precisa garantir o direito de cada parte e buscar soluções que permitam a convivência e a produção.
“O que é do indígena é do indígena. O que é do produtor é do produtor. Cada um no seu lugar, para todo mundo produzir”, afirmou.
Agronegócio e segurança jurídica
O Mapa Produtivo de Mato Grosso do Sul mostra que o Estado ocupa posições de destaque em diferentes atividades agropecuárias. MS é o segundo maior produtor de carvão vegetal e amendoim do país e o terceiro na produção de madeira em tora.
O Estado também aparece como o quarto maior produtor de silvicultura, milho e cana-de-açúcar, além de ser o quinto maior produtor de soja e possuir o quinto maior rebanho bovino nacional.
Diante desse cenário, o candidato defendeu uma atuação mais responsável do Governo Federal nas disputas territoriais, com a garantia dos direitos dos povos indígenas e dos produtores rurais e, principalmente, segurança jurídica.
Para Reinaldo, a força do agronegócio na economia estadual exige previsibilidade para quem produz e investe.
Medidas durante o governo
Durante a entrevista, Reinaldo também relembrou medidas adotadas durante sua gestão como governador para aproximar o poder público das comunidades indígenas.
“Eu fui governador e tive coragem de criar uma subsecretaria para discutir as questões indígenas. Ouvimos as comunidades. Elas pediam equipamentos, calcário, insumos, máquinas e equipamentos para produzir mais, sem perder a tradição do povo indígena. Não dá para ficar em conflito”, disse.
O candidato também destacou a regulamentação do Vale Universidade Indígena, iniciativa que ampliou as possibilidades de acesso de indígenas ao ensino superior por meio da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
“Hoje vemos indígenas médicos, advogados, administradores. Eles são iguais a nós. São pessoas”, afirmou.
Ao concluir a abordagem sobre a questão fundiária, Reinaldo reforçou que o diálogo e a segurança jurídica devem estar no centro das soluções para os conflitos.
“Precisamos diminuir essa tensão e essas brigas para ter segurança jurídica”, concluiu.
