Reinaldo Azambuja critica queda da participação federal no financiamento da saúde e defende mais recursos para os municípios

Ex-governador disse que a participação da União caiu de 52% para 40% em 20 anos, enquanto a dos municípios subiu de 25% para mais de 34%.

Publicado em 10/06/2026 às 17:05 - do Idest - Em Política

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(Divulgação)

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja defendeu o fortalecimento do municipalismo e criticou a redução da participação da União no financiamento da saúde pública durante a abertura do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira, em Campo Grande.

Segundo dados apresentados por ele, com base em estudo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a participação federal nos gastos com saúde caiu de cerca de 52% para 40% nos últimos 20 anos, enquanto a responsabilidade financeira dos municípios subiu de aproximadamente 25% para mais de 34%.

Pressão sobre as prefeituras

Reinaldo afirmou que a mudança ampliou a pressão sobre as prefeituras, que, segundo ele, estão na linha de frente do atendimento à população. Ele defendeu a ampliação da participação federal no financiamento da saúde.

“As pessoas vivem nos municípios e é nas cidades que elas precisam de atendimento, medicamentos, exames e tratamento”, disse.

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Recursos e serviços nas cidades

Durante o discurso, o ex-governador disse ainda que os municípios concentram as principais demandas da população, mas recebem uma parcela menor dos recursos públicos. Segundo ele, cerca de 58% de tudo o que é arrecadado no país permanece concentrado em Brasília, enquanto as cidades ficam com parte menor da receita.

Ele também afirmou que é nos municípios que a população busca emprego, saúde, educação, infraestrutura e segurança para as famílias.

Congresso, programa e reforma tributária

Ao comentar o Congresso dos Municípios, Reinaldo destacou o evento como espaço de troca de experiências, inovação e construção de soluções para desafios das administrações locais.

Ele lembrou ainda a criação do programa Governo Presente durante sua gestão no Estado. Segundo disse, a iniciativa levou o governo aos municípios para ouvir demandas e definir investimentos, com mais de R$ 8 bilhões aplicados em obras, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento em Mato Grosso do Sul.

Reinaldo citou também a continuidade dessa política pelo governador Eduardo Riedel, por meio do programa MS Ativo Municipalismo, e alertou para os desafios que a reforma tributária pode trazer às administrações municipais. Ao final, defendeu uma representação forte dos municípios no Congresso Nacional.

“Os municípios precisam de autonomia, segurança financeira e participação justa na divisão dos recursos públicos”, afirmou.