Morre aos 61 anos o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal após complicações cardíacas
Ex-prefeito estava preso preventivamente desde março e havia sido internado duas vezes na última semana por problemas cardíacos.

O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), após ser internado duas vezes na última semana em decorrência de problemas cardíacos. Ele havia recebido alta da Santa Casa na sexta-feira, retornado ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues e voltou a passar mal no sábado, quando foi novamente hospitalizado em estado grave. As circunstâncias da morte não foram detalhadas.
Últimas internações
Bernal recebeu alta da Santa Casa na sexta-feira e retornou ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, localizado no Complexo Penal do Jardim Noroeste. Menos de dois dias depois, voltou a apresentar problemas de saúde e precisou ser levado novamente ao hospital.
No sábado, ele foi internado na ala vermelha da unidade hospitalar em estado de grande fragilidade, com a pressão arterial muito baixa. A morte foi confirmada na madrugada desta segunda-feira (13). Até o momento, não foram divulgados outros detalhes sobre as circunstâncias do falecimento.
Prisão preventiva
Alcides Bernal estava preso preventivamente desde 24 de março de 2026, quando se apresentou à polícia após a morte do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, atingido por disparos em um imóvel no Jardim dos Estados, em Campo Grande. A prisão preventiva foi decretada no dia seguinte, em 25 de março.
Segundo o processo, o caso teria ocorrido durante uma disputa envolvendo o imóvel onde Bernal morava. A Justiça determinou que o ex-prefeito fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio. A defesa sustentava a tese de legítima defesa, rejeitada pelo juiz na decisão de pronúncia. Bernal permanecia preso enquanto aguardava julgamento.
Trajetória política
Alcides Bernal iniciou a vida pública como radialista e também atuou como advogado. Em 2012, foi eleito prefeito de Campo Grande. Um ano após assumir o cargo, teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores, decisão posteriormente revertida pela Justiça, que considerou ilegal o processo de cassação.
Após concluir o mandato, não voltou a ser eleito para o Executivo municipal. Durante sua trajetória política, também exerceu mandato de vereador e de deputado estadual, além de responder a processos judiciais, alguns dos quais resultaram em condenações.
