Azambuja diz ser prematuro discutir eventual convite para Ministério da Agricultura em governo de Flávio Bolsonaro
Ex-governador afirmou estar concentrado na disputa pelo Senado e na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

O ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado, afirmou que considera prematuro discutir a possibilidade de assumir o Ministério da Agricultura em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro. O nome de Azambuja foi apontado como cotado para o cargo pela coluna Grande Angular, do site Metrópoles, mas ele disse não ter conhecimento sobre a articulação e declarou estar concentrado na eleição para o Senado e na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul.
Decisão dependeria de eleição e convite formal
Em declaração exclusiva ao Correio do Estado, Azambuja afirmou que a possibilidade só poderia ser analisada depois das eleições de outubro. “Acredito que seja prematuro tratar dessa possibilidade antes do resultado das eleições. Primeiro, o senador Flávio Bolsonaro precisa ser eleito presidente da República e, depois, teria de haver um convite para que eu assumisse o Ministério da Agricultura”, disse.
O ex-governador reforçou que uma eventual participação no primeiro escalão de um governo de Flávio Bolsonaro dependeria de um convite formal. “Estou focado na minha eleição para o Senado e em trabalhar para que Flávio seja eleito presidente. Se ele vencer a eleição e, posteriormente, me fizer o convite para assumir o Ministério da Agricultura, aí sim vou avaliar essa possibilidade com carinho”, completou.
Proximidade com setor rural
Azambuja mantém proximidade política com a senadora Tereza Cristina, que comandou o Ministério da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A trajetória do ex-governador ligada ao setor rural também é apontada como um fator que fortalece seu nome nas articulações.
O ex-governador se filiou ao Partido Liberal (PL) em setembro de 2025, depois de deixar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda pela qual construiu a maior parte da carreira política. Atualmente, ele preside o diretório estadual do PL.
Disputa pelo Senado
A chapa ao Senado tem Nelsinho Trad como primeiro suplente. O parlamentar desistiu de disputar a reeleição e passou a apoiar Azambuja.
Azambuja governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2023. Antes, foi prefeito de Maracaju, deputado estadual e deputado federal.
Patrimônio ligado ao agronegócio
Maracaju é um dos principais polos agropecuários de Mato Grosso do Sul, com destaque para a produção de soja e milho. O município também sedia a Showtec, feira voltada à inovação e à tecnologia aplicadas ao setor rural.
A relação de Azambuja com o agronegócio também aparece na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral. Ele informou patrimônio de R$ 55,9 milhões, dos quais R$ 47,8 milhões, o equivalente a 85,4%, estão concentrados em ativos relacionados ao setor agropecuário.
A lista inclui participações em imóveis rurais, benfeitorias, bens empregados na atividade rural, 80 mil sacas de milho, 3.343 bovinos e cotas de cooperativas do segmento.
