Terceiro suspeito de envolvimento na morte de policial militar morre em confronto com o Bope na fronteira
Homem de 29 anos foi localizado em uma propriedade rural de Corumbá após denúncia anônima; operação contou com apoio da Polícia Federal.

Um homem de 29 anos, apontado pela polícia como o terceiro suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marcelo Pimenta, morreu na noite desta sexta-feira (10) após um confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em uma propriedade rural de Corumbá, na fronteira entre Brasil e Bolívia.
Suspeito foi localizado após denúncia
Segundo a Polícia Militar, a operação foi desencadeada após uma denúncia anônima informar que o suspeito estava escondido na propriedade rural.
Durante as buscas, as equipes localizaram o homem. Conforme a corporação, ao perceber que estava cercado, ele desobedeceu às ordens de abordagem e efetuou disparos contra os policiais.
Os militares revidaram e atingiram o suspeito. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no hospital.
A operação contou com o apoio de equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar e da Polícia Federal.
Policial foi morto durante perseguição
O soldado Marcelo Pimenta morreu no dia 30 de junho após ser atingido por disparos de fuzil durante o atendimento a uma ocorrência de tentativa de homicídio.
Na ocasião, a equipe policial foi acionada após um ataque a uma residência em Ladário. O morador não ficou ferido e os suspeitos fugiram em direção a Corumbá em um veículo, que foi localizado pelos policiais. Durante a perseguição, houve troca de tiros.
Marcelo foi baleado, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu posteriormente. De acordo com as investigações, o policial foi morto em uma ação atribuída a três criminosos.
Segundo o comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, o crime teria sido motivado por um desacordo entre traficantes.
Prisões e novas mortes durante a investigação
Após o homicídio, uma força-tarefa foi montada para localizar os envolvidos. O veículo utilizado pelos suspeitos foi encontrado e, em seu interior, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver e grande quantidade de munições. Na ação, Kalissa das Neves Guadalupe foi presa.
Posteriormente, Rubens Zilio Neto e Everton da Silva Viana foram presos pela polícia boliviana e entregues às autoridades brasileiras.
Segundo a polícia, Everton morreu após tentar tomar a arma de um dos agentes durante a escolta.
Rubens teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia. No último sábado (4), enquanto era transferido por equipes do Bope para um presídio de Campo Grande, o comboio policial foi alvo de um ataque.
De acordo com a Polícia Militar, um dos pneus da viatura furou e os policiais pararam em um posto de combustível para realizar a troca. Nesse momento, um atirador, escondido em uma área de mata, efetuou disparos contra o comboio e atingiu Rubens, que morreu no local.
Conforme o comandante da corporação, os policiais reagiram imediatamente ao ataque, mas ninguém foi preso naquela ocasião.
