Suspeito apontado como sicário do Comando Vermelho morre em confronto com o Batalhão de Choque
Segundo a Polícia Militar, homem de 43 anos era investigado por homicídios recentes na cidade; forças de segurança reforçam combate à criminalidade e desmentem boatos nas redes sociais.

Um homem de 43 anos, identificado como Irineu Aguajo Lescano, conhecido como "Lescano", morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar nesta sexta-feira (10), em Caarapó.
De acordo com a Polícia Militar, Lescano era apontado como sicário do Comando Vermelho e suspeito de participação em homicídios registrados nas últimas semanas no município. A ocorrência representa a 77ª morte decorrente de intervenção policial registrada neste ano em Mato Grosso do Sul.
Suspeito era considerado de alta periculosidade
Conforme o Batalhão de Choque, Irineu Lescano era investigado por assassinatos recentes em Caarapó, cidade onde, segundo a polícia, integrantes do Comando Vermelho teriam matado pelo menos cinco membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos últimos 30 dias.
Ainda segundo a corporação, ele era tio do adolescente de 17 anos que morreu em confronto durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar, realizada na última terça-feira (7), em uma granja de suínos no distrito de Itahum, em Dourados.
A polícia informou também que Lescano possuía antecedente por homicídio praticado em 2008, já havia cumprido pena e era considerado de elevada periculosidade.
Confronto ocorreu durante abordagem
Segundo o Batalhão de Choque, o suspeito foi localizado em uma residência no Bairro Shalom, em Caarapó. Durante a abordagem, ele estaria armado e teria reagido à ação policial.
Ainda conforme a PM, os policiais efetuaram disparos e encaminharam Lescano ao Hospital São Mateus, mas ele não resistiu aos ferimentos. Conforme apurado pelo site Caarapó News, a arma utilizada pelo suspeito era um revólver calibre .22.
Polícia reforça segurança e pede que população não compartilhe boatos
Após o confronto, a Polícia Militar e a Polícia Civil divulgaram nota conjunta para desmentir mensagens consideradas alarmistas que estariam circulando nas redes sociais.
Segundo as corporações, as publicações têm como objetivo espalhar medo e desestabilizar a população diante das ações de combate à criminalidade desenvolvidas no município.
Ainda conforme a nota, o reforço operacional conta com equipes do Batalhão de Choque e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuam em conjunto com as forças locais na investigação dos homicídios registrados na cidade.
As forças de segurança orientaram a população a manter a rotina normalmente e evitar o compartilhamento de mensagens de origem duvidosa ou com conteúdo alarmista.
