Queda de avião em Campo Grande mata piloto e pesquisadora alemã que seguia para o Pantanal
Aeronave de pequeno porte caiu próximo ao Aeroporto Santa Maria; vítimas foram identificadas como o piloto Henrique Martins e a pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff.

A queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, matou o piloto Henrique Martins e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff. O acidente ocorreu em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas.
Lydia havia chegado a Campo Grande na quinta-feira (2), vinda do Rio de Janeiro, e seguiria nas primeiras horas desta sexta para o Pantanal, onde desenvolvia pesquisas sobre tamanduás.
Pesquisadora era especialista em zoologia
Lydia Theresia Möcklinghoff possuía mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburgo, na Alemanha, e realizava estudos voltados à fauna pantaneira, especialmente sobre tamanduás.
A pesquisadora embarcou no voo com destino a Aquidauana, município localizado a 141 quilômetros de Campo Grande.
Piloto era apaixonado pela aviação
Nas redes sociais, Henrique Martins compartilhava a paixão pela aviação, com diversos registros de voos pelo Pantanal e por outras regiões do país, além de momentos ao lado da família.
Henrique tinha menos de dez anos de experiência como piloto e havia ingressado na empresa Amapil há cerca de um mês. Antes, atuava como instrutor em uma escola de aviação.
Destroços foram encontrados próximo à pista
A aeronave decolou do Aeroporto Santa Maria com destino a Aquidauana. Os destroços foram localizados por um funcionário do hangar, que realizava buscas a pé desde as primeiras horas da manhã.
O avião caiu em uma área de mata, no lado direito da pista, próximo ao Condomínio Atlântico.
Aeronave estava com documentação regular
De acordo com consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave de matrícula PT-WYQ é um modelo Neiva EMB-810D, fabricado em 1983, e estava com situação regular.
O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) tem validade até 4 de junho de 2027. O registro também aponta que a aeronave estava autorizada para operações sob regras de voo por instrumentos (IFR), inclusive no período noturno.
Ainda conforme a Anac, não havia qualquer restrição financeira ou jurídica registrada sobre a aeronave. As circunstâncias e as causas do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
