Polícia prende suspeito de conduzir moto usada em ataque que matou homem e criança em Cassilândia
Homem apontado como executor dos disparos ainda não foi localizado; outra criança ficou ferida no ataque.

A Polícia Civil (PC) prendeu em flagrante, na segunda-feira (3), um homem suspeito de conduzir a motocicleta usada para levar o atirador até o local do ataque que matou Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a enteada dele, de 3 anos, em Cassilândia. Segundo a investigação, o suspeito também participou da fuga após os disparos. O executor ainda não foi localizado.
Suspeito teria confessado participação
Identificado pelas iniciais A.D., o homem declarou durante o interrogatório que pilotou a motocicleta usada para transportar o atirador até o endereço do crime e, depois, conduziu o veículo utilizado na fuga.
A prisão foi realizada após diligências integradas de equipes da Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros, que atuam no esclarecimento do caso desde o dia do crime.
Ataque ocorreu na entrada da residência
Conforme a investigação, Márcio retornava para casa com a família quando o veículo foi atingido por disparos de arma de fogo no momento em que entrava na garagem da residência. Ele e a criança foram atingidos e morreram no local.
Outra criança que também estava no carro ficou ferida por estilhaços e foi socorrida. O ataque ocorreu no sábado.
Executor ainda é procurado
A PC informou que identificou o suspeito após diligências ininterruptas, coleta de provas e reconstrução da dinâmica do crime. Ele foi autuado em flagrante e encaminhado à unidade policial para os procedimentos de polícia judiciária.
As investigações continuam para localizar o segundo envolvido, apontado como o responsável pelos disparos, esclarecer a motivação do duplo homicídio e verificar a eventual participação de outras pessoas.
Investigação apura disputa entre facções
Uma das principais linhas de investigação aponta que o atentado pode estar relacionado à disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que, segundo as autoridades, vêm protagonizando uma escalada de violência na região norte do Estado.
No domingo, um comunicado atribuído ao CV circulou em redes sociais e aplicativos de mensagens negando participação na execução. Na publicação, o grupo criminoso atribui o ataque à facção rival e afirma que “jamais” mataria pessoas inocentes. A autenticidade do texto também é apurada pelas forças de segurança.
A PC informou que não divulgará outras informações sobre a investigação neste momento, para preservar as diligências em andamento.
