Polícia Civil procura dois novos suspeitos de envolvimento na morte de jovem em Dourados
Marcos Antonio Olmedo Vera e Jeferson Lopes tiveram a prisão preventiva decretada; polícia pede informações anônimas sobre o paradeiro deles.

A Polícia Civil (PC) divulgou nesta segunda-feira (24) as fotos e os nomes de dois suspeitos de participação no assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, morto a tiros no dia 7 de agosto, dentro da loja do pai, em Dourados. Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, e Jeferson Lopes, de 31, são de Ponta Porã, tiveram a prisão preventiva decretada e são procurados. Outros quatro envolvidos já foram presos.
Suspeitos são procurados
Os dois homens foram identificados durante diligências conduzidas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados. A polícia orienta que não seja feita qualquer tentativa de abordagem ou aproximação.
Informações sobre o paradeiro dos investigados podem ser repassadas de forma anônima ao SIG de Dourados pelo telefone 99987-9826. A polícia não informou quais suspeitas recaem oficialmente sobre os dois. Segundo apuração do Campo Grande News, Jeferson teria transportado os dois pistoleiros de Ponta Porã a Dourados, enquanto Marcos Vera teria atuado na contratação dos matadores.
Quatro pessoas já foram presas
Denis Barbosa de Melo, de 22 anos, apontado como o pistoleiro que disparou contra Vitor, e um adolescente de 17 anos, suspeito de ajudar no plano criminoso, foram presos no dia 11. Denis, que é de Brasília, foi capturado no distrito de Nova Itamarati, e o adolescente foi detido em Dourados.
Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, apontado como responsável por pilotar a motocicleta furtada usada para levar o atirador ao local do crime e na fuga, foi preso no dia 17, em Ponta Porã.
Na sexta-feira, policiais também prenderam Claudio Henrique de Arruda, de 43 anos, em Ponta Porã. Dono de uma academia de musculação no Bairro da Granja, ele foi detido em flagrante por posse de 38 munições calibre 380. Na casa dele, foram apreendidos ainda R$ 10 mil em espécie.
Antecedentes e suspeita sobre a motivação
Claudio Arruda tem antecedentes por tráfico de drogas. Em 2013, foi preso com outras cinco pessoas sob acusação de comandar um esquema internacional de envio de cocaína de Ponta Porã para outros estados. Conforme o processo, ele foi apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do grupo, que comprava veículos de alto valor para transportar drogas e os transferia para o nome dos motoristas na tentativa de dificultar a fiscalização.
Inicialmente, Claudio foi condenado a 31 anos de prisão, mas recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e conseguiu reduzir a pena para 14 anos e 8 meses de reclusão. Depois de cumprir parte da sentença em regime fechado, ele obteve liberdade.
A PC ainda não divulgou detalhes sobre um possível mandante ou sobre a motivação do crime. A suspeita de que Vitor tenha sido assassinado por engano, porém, é considerada cada vez mais consistente. Segundo a investigação, o plano teria sido articulado por traficantes da região de fronteira.
Jovem foi morto dentro da loja
Vitor foi morto por volta das 14h10 do dia 7 de agosto, na loja do pai, localizada na Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa, região sul de Dourados. Ele trabalhava no estabelecimento e mexia no celular, encostado em um carro, ao lado do gerente. O pai havia saído do local poucos segundos antes em uma caminhonete Amarok.
Câmeras de segurança registraram Denis chegando de motocicleta e descendo em frente à garagem. O piloto permaneceu sobre a moto, enquanto o atirador, usando capacete, caminhou pela calçada e entrou no estabelecimento após pedir para usar o banheiro.
Ao retornar à calçada, o homem sacou a pistola e se aproximou de Vitor pelas costas. O jovem foi atingido por um tiro na cabeça, caiu e recebeu outros dois disparos. Antes de fugir, o criminoso apontou a arma para o gerente, mas não atirou.
A Honda Biz usada no crime foi encontrada abandonada pela Guarda Municipal no fim da Rua Rui Barbosa, no Jardim Canaã VI, perto de uma estação de tratamento de esgoto. Conforme a investigação, os dois teriam seguido para a região de fronteira em um carro de aplicativo. Alexsander permaneceu em Ponta Porã, enquanto Denis foi para o distrito de Nova Itamarati.
