PM da reserva e esposa são presos suspeitos de fabricar remédio para emagrecer em laboratório clandestino em MS

Operação da Polícia Federal encontrou centenas de cápsulas, insumos e equipamentos em residência de Dourados; medicamento continha substância de uso proibido no Brasil.

Publicado em 23/10/2026 às 12:41 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

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(Divulgação Polícia Federal)

Um policial militar da reserva e a esposa foram presos nesta quinta-feira (22), em Dourados, suspeitos de fabricar medicamentos para emagrecimento com clobenzorex, substância derivada da anfetamina e de uso proibido no Brasil. A produção ocorria em um laboratório clandestino instalado na residência do casal.

As prisões foram realizadas durante o cumprimento de um dos dois mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da Operação Remédio Proscrito, conduzida pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar.

No imóvel, os policiais apreenderam centenas de cápsulas, além de insumos e equipamentos utilizados na fabricação dos medicamentos. O casal foi autuado em flagrante pela Polícia Federal.

Investigação começou após apreensão de medicamentos

A investigação teve início há cerca de 15 dias, quando a Polícia Militar apreendeu diversos frascos de medicamentos sem rótulo com uma técnica de enfermagem, na Rua Cuiabá, em Dourados.

Na ocasião, a mulher foi encaminhada à Polícia Federal para prestar depoimento, e os produtos foram enviados para perícia.

Os exames identificaram clobenzorex na composição das cápsulas. A substância consta na lista de psicotrópicos de uso proibido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo as informações da investigação, a técnica de enfermagem admitiu que fornecia o medicamento a mais de 400 clientes em Dourados havia mais de dez anos. Entre os consumidores estariam estudantes e outras pessoas interessadas em emagrecer.

Medicamento era vendido por R$ 100

O clobenzorex tem ação estimulante no sistema nervoso central e efeito anorexígeno, ou seja, reduz o apetite.

Conforme as informações da investigação, cada frasco com 15 cápsulas era comercializado por R$ 100.

Com o avanço das apurações, a Polícia Federal identificou o policial militar da reserva e a esposa como suspeitos de fornecer os medicamentos.

Equipamentos foram apreendidos

Durante o cumprimento do mandado de busca na residência do casal, nesta quinta-feira (22), os policiais encontraram equipamentos e insumos utilizados na fabricação clandestina das cápsulas, que, segundo a investigação, eram posteriormente comercializadas de forma ilegal.

A operação teve como objetivo avançar na apuração da produção e do fornecimento dos medicamentos que continham a substância proibida.