Pai vai a júri por matar homem que teria abusado de sua filha em Campo Grande
Dailton Márcio de Oliveira admitiu ter atirado contra Valdinei Custódio Vanderlei; defesa alegou legítima defesa, mas juiz determinou que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.

Dailton Márcio de Oliveira será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Valdinei Custódio Vanderlei, ocorrido em 2 de fevereiro de 2025, em Campo Grande. O réu admitiu à polícia ter matado a vítima com um tiro na cabeça e alegou que agiu após Valdinei supostamente cometer abusos contra sua filha.
A decisão de pronúncia foi proferida em 6 de outubro de 2026 pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, e publicada nesta segunda-feira (19) no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul.
Além do homicídio, Dailton também responderá por porte ilegal de arma de fogo. A data do julgamento ainda não foi definida, e ele poderá responder ao processo em liberdade até a realização da sessão.
Crime ocorreu no bairro Parque do Lageado
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio ocorreu na noite de domingo, 2 de fevereiro de 2025, no cruzamento das ruas Evelina Figueiredo Selingardi e José Pimenta de Freitas, no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.
Em depoimento à polícia, Dailton afirmou que foi até a residência de Valdinei com a intenção de agredi-lo. Segundo sua versão, a vítima teria avançado em sua direção, momento em que efetuou o disparo.
O réu também alegou que a motivação estava relacionada a supostos atos libidinosos praticados por Valdinei contra sua filha.
Conforme as informações do processo, a vítima também tinha uma dívida de R$ 3,3 mil com Dailton. A arma utilizada no crime teria sido entregue como garantia pelo empréstimo.
Valdinei morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pelo disparo.
Defesa pediu absolvição
Durante o processo, a defesa de Dailton pediu a absolvição sumária, alegando legítima defesa, e também solicitou a absolvição da acusação de porte ilegal de arma de fogo.
O juiz rejeitou os pedidos e determinou que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia significa que há elementos suficientes para que o réu seja julgado pelos jurados, mas não representa uma condenação.
Além do homicídio, a acusação de porte ilegal de arma considera que Dailton teria adquirido e mantido sob sua guarda, sem autorização legal, a arma utilizada no crime, avaliada em R$ 3,3 mil.
A data da sessão de julgamento ainda será definida pela Justiça.
