Operação Dirty Pix cumpre prisões e buscas contra esquema que teria desviado recursos do Hospital de Sidrolândia

Segunda fase da operação investiga desvios de mais de R$ 18 milhões em convênios destinados à compra de equipamentos, materiais e obras hospitalares.

Publicado em 07/10/2026 às 13:16 - do Idest - Em Policial

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(Divulgação MPMS/Imagem ilustrativa)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou nesta quarta-feira (7) a segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. A ação cumpre três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

A operação é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Investigação começou com compra de equipamentos

As apurações tiveram início após a identificação de desvios de recursos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave hospitalar, por meio de convênio firmado entre o Estado de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do hospital.

Com o avanço da investigação, especialmente após a primeira fase da Operação Dirty Pix, deflagrada em novembro de 2025, foram identificados elementos que apontaram para possíveis desvios envolvendo outros convênios firmados pela entidade.

Segundo o MPMS, as apurações indicaram a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.

Mais de R$ 18 milhões são investigados

De acordo com os elementos reunidos até o momento, os recursos investigados seriam destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e à execução de obras de reforma do hospital.

Os valores envolvidos ultrapassam R$ 18 milhões.

Ainda segundo o MPMS, eram elaborados planos de trabalho com informações fraudulentas, incluindo superfaturamento de bens e serviços e direcionamento de contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.

Recursos teriam sido redistribuídos

Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores teria sido desviada das finalidades previstas nos convênios.

Conforme as investigações, os recursos eram posteriormente redistribuídos por meio de sucessivas movimentações financeiras, incluindo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas.

As provas obtidas também teriam apontado o uso do poder financeiro da organização para impor práticas de obstrução às investigações em andamento.

Origem do nome Dirty Pix

O termo Dirty Pix, que dá nome à operação, significa “pix sujo” e faz referência à natureza ilícita das transferências financeiras que, segundo as investigações, eram utilizadas para viabilizar o esquema.