Operação “Cashback” mira grupo suspeito de aplicar golpe de renda extra e causar prejuízo de R$ 600 mil em MS

Polícia Civil de MS cumpre 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Goiás contra investigados por fraude eletrônica.

Publicado em 29/09/2026 às 15:34 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

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(Divulgação)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação “Cashback”, contra um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de uma falsa plataforma de renda extra. Segundo a investigação, a organização teria causado prejuízo superior a R$ 600 mil em Mato Grosso do Sul.

A ação é realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) e cumpre 10 mandados de busca e apreensão contra investigados nos estados de São Paulo e Goiás.

Mandados são cumpridos em dois estados

Os mandados são cumpridos nos municípios de São Paulo (SP), Anápolis (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO).

Segundo a Polícia Civil, os investigados fariam parte de um grupo suspeito de aplicar golpes contra vítimas de diferentes estados brasileiros. A investigação apontou que a organização utilizava sites, empresas, criptomoedas e grupos de mensagens para realizar as fraudes.

Vítimas recebiam promessa de renda extra

Conforme a investigação, as vítimas recebiam propostas de renda extra por meio da validação de produtos digitais em uma plataforma na internet.

Para participar, era necessário realizar pagamentos com a promessa de receber posteriormente o valor de volta, acrescido de uma comissão.

No início, a vítima recebia algumas comissões, o que reforçava a aparência de legitimidade da plataforma. Depois, os suspeitos passavam a exigir novos pagamentos, sob justificativas como “recarga na plataforma” e “taxa de liberação”.

Segundo a Polícia Civil, uma das vítimas realizou mais de 20 transferências antes de perceber que se tratava de um golpe. O prejuízo ultrapassou R$ 600 mil.

Investigação identificou 10 suspeitos

A Polícia Civil identificou 10 pessoas suspeitas de integrar o grupo, que teria núcleos de atuação em São Paulo e Goiás e vítimas em diferentes regiões do país.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e outros aparelhos eletrônicos dos investigados. O material será analisado no decorrer da investigação.

Os 10 investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, as penas previstas para os crimes, somadas, podem chegar a 21 anos de prisão.