Motorista de aplicativo é preso suspeito de estuprar jovem durante corrida em Campo Grande

Homem foi preso temporariamente pela Deam; investigação também apura relatos de outras mulheres sobre possíveis situações semelhantes.

Publicado em 14/09/2026 às 17:47 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

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(Divulgação Polícia Civil)

Um motorista de aplicativo foi preso temporariamente neste domingo (13), em Campo Grande, suspeito de estuprar uma jovem de 20 anos durante uma corrida. A prisão foi realizada pela equipe de Capturas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na Avenida Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido na madrugada de sábado (12), quando a jovem retornava de uma festa e solicitou uma corrida por meio de um aplicativo de transporte.

Conforme a investigação, após a passageira chegar ao destino e realizar o pagamento, o motorista teria trancado as portas do veículo e iniciado investidas de cunho sexual.

Vítima teria sido submetida à violência

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem teria ido para o banco traseiro, segurado a vítima pelos cabelos e a obrigado, mediante violência e ameaça, a praticar sexo oral. Ele também teria tentado cometer outro ato de violência sexual, mas não teria conseguido.

Depois de conseguir deixar o veículo, a jovem procurou atendimento médico e, posteriormente, foi até a Deam para registrar a ocorrência.

Durante a investigação, ela entregou aos policiais o vestido que utilizava no momento do crime. Segundo a Polícia Civil, havia no tecido material genético que pode estar relacionado ao suspeito. A peça foi apreendida e encaminhada para exames periciais.

Polícia apura possíveis outras vítimas

A investigação também busca verificar se o motorista pode estar relacionado a outros casos de violência sexual.

Após a jovem publicar um relato sobre o episódio nas redes sociais, outras mulheres teriam procurado a vítima e relatado situações semelhantes envolvendo o mesmo motorista.

A possibilidade de existência de outras vítimas foi considerada pela Justiça ao determinar a prisão temporária do investigado, medida com prazo de 30 dias e solicitada pela Deam para permitir o avanço das investigações e a apuração de possíveis outros crimes sexuais.

A Justiça também determinou medidas protetivas em favor da vítima, incluindo a proibição de o investigado se aproximar ou manter contato com ela por qualquer meio.

Após a prisão, o homem foi levado para a unidade policial e permanece à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer o caso e verificar a existência de outras possíveis vítimas.