Mãe atacada com foice segue em estado grave após ver morte de bebê
Informação inicial apontava morte da vítima, mas hospital confirmou que ela segue internada em estado grave

A mulher que foi ferida a golpes de foice durante um ataque dentro de casa, na madrugada deste domingo (30), em Aral Moreira, segue viva e internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida, em Dourados. A informação sobre a morte da vítima foi corrigida pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (31).
Inicialmente, a informação recebida pela polícia na Delegacia de Coronel Sapucaia era de que a mulher não havia resistido aos ferimentos. No entanto, após contato direto com o Hospital da Vida, o delegado Lucas Calixto, responsável pelas investigações, confirmou que ela permanece hospitalizada.
A mulher é mãe do bebê de cinco meses que morreu durante o mesmo ataque.
Ataque aconteceu durante a madrugada
O crime ocorreu por volta das 2 horas, em uma residência de Aral Moreira, na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Conforme registrado no boletim de ocorrência, o suspeito teria invadido a casa da família e utilizado uma foice para atacar as vítimas. A arma foi apreendida pelas autoridades com vestígios de sangue.
A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros em estado grave e posteriormente encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados, onde permanece internada na UTI.
Criança conseguiu fugir e pedir ajuda
Durante o ataque, uma criança de 5 anos que estava na residência conseguiu fugir para uma área de matagal. Posteriormente, ela pediu ajuda a moradores da região.
A Polícia Nacional do Paraguai foi acionada e participou dos primeiros atendimentos, além de auxiliar na preservação do local até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.
Suspeita é de vingança
Segundo informações registradas pela polícia, o suspeito mora nas proximidades e teria admitido o ataque a populares, alegando que agiu por vingança.
A principal suspeita é de que a motivação esteja relacionada a um desentendimento anterior com o pai do bebê e marido da vítima. A discussão teria ligação com uma motocicleta que supostamente foi queimada.
O pai da criança chegou à residência após o crime. Conforme a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez e afirmou que não presenciou o ataque.
Investigação continua
Com a correção da informação sobre o estado de saúde da mulher, ela permanece considerada vítima de tentativa de homicídio, enquanto a morte do bebê é investigada como homicídio qualificado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Matéria editada às 11h50 para correção de informações.
