Justiça revoga prisão preventiva de acusado de homicídio durante festa em Camapuã

Ângelo Aparecido da Silva Junior poderá responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Publicado em 05/09/2026 às 11:34 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

Delegacia de Camapuã.
Delegacia de Camapuã. (Divulgação Polícia Civil)

A Justiça de Camapuã revogou, nesta sexta-feira (4), a prisão preventiva de Ângelo Aparecido da Silva Junior, acusado de envolvimento na morte de um homem de 30 anos durante uma festa realizada após o jogo do Brasil contra o Haiti pela Copa do Mundo de 2026. O evento ocorreu no salão da Igreja São João Batista, em Camapuã.

A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Foletto Geller, da 1ª Vara de Camapuã. Segundo o magistrado, não foram identificados elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.

Acusado deverá cumprir medidas cautelares

Na decisão, o juiz considerou que Ângelo é primário, possui residência fixa e trabalhava como vigilante. O magistrado também apontou que as circunstâncias da morte ainda não estão totalmente esclarecidas.

Com a revogação da prisão, Ângelo poderá responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Entre as medidas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de mudar de cidade sem autorização judicial e o recolhimento domiciliar das 20h às 5h e nos dias de folga.

A decisão não representa absolvição. Ângelo continua respondendo pelo crime de homicídio qualificado e poderá voltar a ser preso caso descumpra as medidas impostas ou surjam novos motivos concretos que justifiquem a prisão preventiva.

O acusado é defendido pelos advogados Wesley Batista da Silva Coqueiro e Cristiano Alves. Conforme a defesa, Ângelo está preso em Coxim e a expectativa é de que seja colocado em liberdade neste sábado (5).

Relembre o caso

A morte ocorreu na madrugada de 20 de junho, durante uma festa realizada no salão da Igreja São João Batista, em Camapuã, após a vitória do Brasil sobre o Haiti.

A Polícia Militar foi acionada para atender uma briga no local. Segundo uma das versões apresentadas à polícia, três pessoas tentavam agredir a vítima e houve uma intervenção.

O homem foi socorrido e levado ao hospital, mas chegou sem sinais vitais e morreu após tentativas de reanimação.

Testemunhas apresentaram versões diferentes

Outras testemunhas apresentaram uma versão diferente dos fatos. Segundo esses relatos, o segurança teria tentado atingir a vítima pelas costas e também agredido outro homem.

Ângelo foi preso em flagrante na ocasião e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva.

Na decisão que determinou a soltura, o juiz também considerou a versão apresentada pelo acusado, de que teria entrado na briga para defender um primo que estaria sendo agredido por três homens.

A possibilidade de legítima defesa de terceiro ainda será analisada no decorrer do processo.