Homem perde R$ 15 mil em golpe ao tentar conseguir emprego de entregador

Vítima de 55 anos fez diversos pagamentos durante cerca de um mês após acreditar em proposta de trabalho com veículo próprio.

Publicado em 19/08/2026 às 19:31 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

Imagem da notícia
(Adrienn/Pexels)

Um homem de 55 anos perdeu cerca de R$ 15 mil após cair em um golpe enquanto tentava conseguir trabalho como entregador utilizando o próprio veículo, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, registrado nesta quarta-feira (19), a vítima realizou diversos pagamentos durante aproximadamente um mês, acreditando que os valores seriam necessários para o credenciamento e o início das atividades.

Vítima encontrou suposta empresa pela internet

De acordo com o registro policial, o homem pesquisava na internet por empresas que realizavam a agregação de veículos para serviços de entrega. Durante as buscas, encontrou uma suposta empresa e entrou em contato por mensagem para obter informações sobre a oportunidade.

Após o contato, ele passou por um suposto processo de credenciamento e encaminhou documentos pessoais, como RG, CPF, CNH e comprovante de residência, além de informações bancárias e dados do veículo.

Durante as conversas, uma pessoa que se apresentava como representante da empresa passou a orientar a vítima sobre os procedimentos necessários para começar a trabalhar.

Equipamento foi alugado, mas nunca entregue

Segundo o relato, o homem foi informado de que precisaria de um aparelho para fazer a leitura dos produtos que seriam entregues, principalmente medicamentos.

Como não teria condições de comprar o equipamento naquele momento, foi oferecida a opção de aluguel. A vítima realizou o pagamento solicitado, mas o aparelho nunca foi entregue.

Cerca de dois dias depois, o interlocutor informou que o homem havia sido selecionado para realizar entregas de produtos farmacêuticos, incluindo medicamentos de alto valor. Conforme o boletim, foram mencionados remédios utilizados no tratamento contra o câncer e canetas emagrecedoras.

Na sequência, a vítima foi informada de que precisaria contratar seguros para o veículo e de vida. Segundo o relato, a suposta empresa arcaria com metade dos custos, enquanto o trabalhador seria responsável pela outra parte.

Golpistas citaram suposta exigência do Banco Central

Ainda conforme o boletim, cerca de três dias depois começaram novas cobranças. A vítima foi informada de que o Banco Central do Brasil teria notificado a suposta empresa em razão dos valores depositados e que seria necessária uma espécie de “autenticação” dos recursos.

Os envolvidos passaram então a solicitar novos depósitos. Segundo a vítima, eles alegavam que os valores já pagos precisariam ser novamente transferidos para que uma suposta instituição pudesse identificar a origem e a finalidade do dinheiro.

O homem afirmou à polícia que não recebeu nenhuma comunicação oficial, documento, protocolo ou notificação do Banco Central. Todas as informações sobre a suposta exigência teriam sido repassadas exclusivamente pelos interlocutores.

Novas cobranças elevaram o prejuízo

A cada pagamento, segundo o relato, surgia uma nova justificativa para a realização de outro depósito. Entre as alegações estavam cobranças de impostos e outras taxas sobre os valores.

Acreditando que o dinheiro seria posteriormente liberado e devolvido, o homem continuou realizando os pagamentos. No entanto, nenhum valor foi ressarcido ou liberado.

Até o registro da ocorrência, o equipamento prometido também não havia sido entregue, e a vítima não chegou a iniciar as atividades de transporte e entrega.

Segundo o homem, os interlocutores continuavam fazendo novas exigências e afirmando que os valores necessários para uma suposta “pré-autenticação” haviam aumentado.

A vítima entregou à polícia comprovantes dos pagamentos e informou que possui uma cópia do contrato apresentado pela suposta empresa, além de outros documentos relacionados ao caso.

O caso foi registrado como fraude eletrônica na 7ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.