Homem é alvo de operação por perseguição virtual e divulgação de imagens íntimas da ex-companheira
MPMS cumpre mandados em Campo Grande após investigação apontar uso de perfis falsos, ameaças e exposição da vítima nas redes sociais.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Espelho de Narciso, para cumprir mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão em Campo Grande. A investigação apura a prática de perseguição virtual, ameaças e divulgação de imagens íntimas sem consentimento contra uma mulher.
A ação é conduzida pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) e pela 72ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, com base em ordens expedidas pela 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Perseguição por perfis falsos
Conforme a investigação, o suspeito teria criado e utilizado perfis falsos nas redes sociais para perseguir a ex-companheira após o término do relacionamento.
Além das perseguições, ele teria divulgado imagens íntimas da vítima sem autorização e publicado conteúdos ofensivos com o objetivo de constrangê-la e expô-la perante terceiros.
Mesmo depois da concessão de medidas protetivas pela Justiça, a mulher teria continuado a receber mensagens de teor ameaçador provenientes de perfis falsos que, segundo os investigadores, eram administrados pelo ex-companheiro.
Violência psicológica no ambiente digital
Para o MPMS, os elementos reunidos apontam para um cenário de violência psicológica reiterada no ambiente digital, com possíveis impactos sobre a honra, a dignidade e a integridade emocional da vítima.
As medidas cautelares têm como objetivo interromper as condutas investigadas, preservar provas e garantir o andamento da persecução penal.
O MPMS reforça que a divulgação, o compartilhamento ou a exposição de imagens íntimas sem consentimento constituem crime, sujeitando o responsável às sanções previstas em lei.
A instituição orienta vítimas de perseguição, ameaças, divulgação de conteúdo íntimo ou outras formas de violência a procurar os órgãos de segurança pública e a rede de proteção para denunciar os fatos e buscar as medidas legais disponíveis.
Origem do nome da operação
O nome “Espelho de Narciso” faz referência, segundo o MPMS, à tentativa de projetar sobre a vítima a frustração decorrente do término do relacionamento.
A denominação também está relacionada ao comportamento investigado, marcado por atos de perseguição, humilhação e violência psicológica praticados no ambiente digital, com uso de perfis falsos para ocultar a identidade.
