Homem condenado por morte em incêndio é preso após ameaçar explodir Fátima do Sul com caminhão de metanol
Cícero Ferreira da Silva, o Ratinho, foi localizado em um sítio de Culturama depois de divulgar vídeos com ameaças nas redes sociais.

O homem preso nesta quinta-feira (25) após ameaçar explodir Fátima do Sul com um caminhão carregado de metanol já havia sido condenado a 60 anos de prisão por um incêndio criminoso que matou duas pessoas em Santos, no litoral de São Paulo, em 2005.
Identificado como Cícero Ferreira da Silva, conhecido como "Ratinho", ele estava foragido e foi localizado pela Polícia Civil em um sítio na região da 9ª Linha, no distrito de Culturama. Segundo a investigação, o suspeito divulgou vídeos nas redes sociais afirmando que provocaria uma explosão na cidade utilizando um caminhão carregado com metanol.
Conforme registros da execução penal, ele cumpriu pouco mais de 25 anos da condenação, restando ainda mais de 34 anos de reclusão a serem executados.
Ameaças causaram temor entre moradores
De acordo com a Polícia Civil, o homem já vinha sendo investigado por crimes no contexto de violência doméstica quando passou a publicar mensagens ameaçadoras nas redes sociais.
Em uma das postagens, ele afirmou que "48 toneladas de metanol no centro de Fátima do Sul vão exterminar a cidade inteira" e chegou a dizer que "93% da população vai morrer".
Em outro vídeo, condicionou a ameaça à revogação de um mandado de prisão.
Diante da repercussão das mensagens, o Setor de Investigações Gerais (SIG) iniciou diligências e passou a monitorar o paradeiro do investigado.
Prisão em sítio e resistência à abordagem
Com as informações levantadas, os policiais localizaram o suspeito em um sítio na região de Culturama. Ao receber voz de prisão, ele desobedeceu à ordem policial e fugiu para um milharal próximo à residência.
Segundo a Polícia Civil, durante a perseguição o investigado ameaçou e desacatou os agentes, além de resistir violentamente à abordagem. Ele ainda tentou tomar a arma funcional de um dos investigadores.
A preocupação das autoridades aumentou porque o homem é motorista profissional e havia atuado recentemente no transporte de combustíveis inflamáveis. A própria informação foi utilizada por ele nas publicações para dar credibilidade às ameaças.
No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil constatou que a fotografia utilizada nas postagens era antiga e que ele não mantinha mais vínculo com a empresa responsável pelo transporte desde o início deste ano.
Polícia pede nova prisão preventiva
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva que já havia sido expedido, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva pelos novos crimes cometidos durante a operação.
A corporação destacou a gravidade dos fatos, a violência empregada contra os agentes públicos, a reiteração criminosa e a periculosidade do investigado para justificar a manutenção da prisão.
