Furtos de cabos em pivôs de irrigação causam prejuízos e preocupam produtores em Bandeirantes, Jaraguari e Ribas do Rio Pardo
Série de crimes em propriedades rurais já provocou perdas de milhares de reais, comprometeu sistemas de irrigação e levou produtores a reforçarem a vigilância no campo.

Uma sequência de furtos de cabos de cobre em sistemas de irrigação tem causado prejuízos e aumentado a preocupação de produtores rurais nas regiões de Bandeirantes, Jaraguari e Ribas do Rio Pardo. Os crimes, registrados em diferentes propriedades localizadas às margens das rodovias MS-245 e MS-338, têm provocado perdas financeiras significativas e ampliado a sensação de insegurança no meio rural.
Um dos casos ocorreu na Fazenda Cachoeira, em Bandeirantes, onde criminosos invadiram a propriedade entre a noite do dia 22 e a madrugada de 23 de junho e furtaram cabos de energia de um dos pivôs de irrigação.
Prejuízo chega a R$ 70 mil em propriedade de Bandeirantes
Segundo o gerente da fazenda, Diego Silva dos Santos, os autores aproveitaram que a rede elétrica do equipamento havia sido desligada preventivamente devido às chuvas.
"Eles entraram em um dos pivôs, na casa de bombas, e levaram toda a fiação mais grossa de energia. A gente tinha desligado a rede por conta das últimas chuvas para evitar queimar os equipamentos. Eles chegaram com uma esmerilhadeira, cortaram os cabos e ainda fizeram muita bagunça nos painéis de acionamento dos pivôs", relatou.
O prejuízo estimado na propriedade é de aproximadamente R$ 70 mil, considerando a reposição dos cabos e os danos causados aos equipamentos.
Além dos prejuízos materiais, o gerente destaca os impactos na rotina da fazenda e o aumento da sensação de insegurança.
"Todo mundo fica apreensivo porque você não se sente seguro. Além do impacto financeiro muito grande, causa um estresse emocional na fazenda", afirmou.
Após o crime, foi registrado boletim de ocorrência e a propriedade reforçou o monitoramento noturno dos pivôs de irrigação.
Crimes se repetem em outras propriedades
De acordo com relatos recebidos pela equipe de campo da Aprosoja/MS, furtos semelhantes já foram registrados em diversas propriedades rurais das regiões de Bandeirantes e Jaraguari.
Produtores relatam que algumas fazendas já foram alvo dos criminosos em até três ocasiões. Em uma das propriedades, os suspeitos não conseguiram levar os cabos, mas derrubaram o painel elétrico do sistema de irrigação.
Um produtor da região informou que, até o momento, pelo menos seis fazendas já foram alvo das ações criminosas e que houve uma nova tentativa de furto recentemente.
Em outro caso relatado por um produtor que preferiu não se identificar, criminosos chegaram a desenterrar cabos subterrâneos para realizar o furto. Segundo ele, os autores foram presos posteriormente em Bataguassu e a investigação apontou a participação de um ex-prestador de serviços da propriedade.
Polícia afirma que já identificou suspeitos
Procurada pela Aprosoja/MS, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que já tem conhecimento dos crimes e que as equipes estão atuando para localizar os responsáveis.
Em resposta encaminhada à entidade, a corporação afirmou: "Já estamos cientes e já temos as informações dos autores. Já estamos na área. É questão de tempo para prender".
A Polícia Militar também informou que determinou o reforço do policiamento na região.
A reportagem procurou ainda a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Deleagro), da Polícia Civil, para obter informações sobre as investigações e a quantidade de ocorrências registradas. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
Produtores reforçam segurança e cobram respostas
Os produtores alertam que o furto de cabos de cobre compromete o funcionamento dos sistemas de irrigação justamente em um período em que a estrutura precisa estar disponível para o planejamento das próximas safras.
Além dos elevados prejuízos financeiros, os relatos apontam um aumento da insegurança nas propriedades rurais, levando produtores a reforçarem o monitoramento e a vigilância durante a noite, enquanto aguardam a identificação e prisão dos responsáveis.
