Douradense escapa da morte em Santa Maria e relata drama

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Binho afirmou que estava com o irmão e os amigos na área VIP da boate quando o incêndio começou e que a maioria das pessoas que estava perto dele permaneceu no local, acreditando que a situação seria controlada rapidamente. Como o fogo se alastrou iniciou-se uma correria em direção às portas de saída. “Quando começou o fogo pequeno todo mundo achou que dava pra contornar e como eu estava na área VIP que fica logo a entrada, a esquerda, no mezanino, ficou mais perto da saída e quando eu vi o povo saindo e correndo para porta, eu não pensei duas vezes; saí correndo”, afirmou.
Ele contou os momentos de drama que presenciou tanto no interior, como depois, do lado de fora da boate, quando ajudava no resgate das vítimas. “Algumas pessoas morreram com a mão esticada, tentando ajudar as pessoas, ou pedindo ajuda. Era muita gente se espremendo e as meninas, que usavam salto, acabaram ficando para trás”, acrescentou. Binho disse ainda que o máximo que podia fazer do lado de fora era tentar puxar pelas pernas e braços pessoas que estavam próximas das portas de entrada, porque a fumaça preta encobria a visão. “Era horrível ver aquelas pessoas empilhadas, mortas, eram umas 70 apenas onde eu estava”, finalizou. Diante de toda a confusão Binho e o irmão só conseguiram ligar para a família em Dourados por volta das 7 horas da manhã.
