Dono de conveniências é preso suspeito de vender vapes a menores com código em grupos de mensagens

Fiscalização em dois estabelecimentos de Campo Grande apreendeu cigarros eletrônicos, bebidas e outros produtos; defesa nega irregularidades e afirma que apresentará documentos.

Publicado em 22/10/2026 às 17:18 - do Idest, com informações do G1MS - Em Policial

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(Gabi Cenciarelli/G1 MS)

O proprietário de duas conveniências foi preso em flagrante nesta quinta-feira (22), em Campo Grande, suspeito de vender cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, para menores de idade. A prisão foi realizada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), da Polícia Civil, após denúncias de que adolescentes utilizavam um código compartilhado em grupos de aplicativos de mensagens para comprar os produtos.

A fiscalização ocorreu em duas unidades da empresa Belga Beer, uma localizada na Rua Antônio Maria Coelho, na Vila Planalto, e outra na Rua Miguel Damha. Durante as diligências, os policiais encontraram cigarros eletrônicos, bebidas de origem paraguaia e outros produtos, que foram apreendidos.

Produtos foram apreendidos durante fiscalização

Na unidade localizada no Residencial Damha, as equipes encontraram 80 garrafas de vinho com indícios de descaminho, 28 cigarros contrabandeados e 44 essências para narguilé.

Ao G1MS, o advogado da empresa, Cauê Siqueira, negou que os produtos sejam provenientes de contrabando e afirmou que as mercadorias possuem notas fiscais. Sobre a suspeita de comercialização de cigarros eletrônicos para menores, o advogado disse que ainda não tinha informações.

“Todos os documentos serão encaminhados aos órgãos competentes para relatar e comprovar a inocência da empresa sobre os fatos”, declarou.

Defesa questiona denúncia

Segundo o advogado, a denúncia teria partido de uma criança de 13 anos, que afirmou ter comprado um vape no estabelecimento. A defesa trabalha com a hipótese de que o adolescente tenha recebido o produto de uma terceira pessoa.

Siqueira também alegou que os cigarros eletrônicos encontrados na conveniência teriam sido deixados no local e negou que estivessem sendo comercializados.

“Acredito que essa criança pegou o produto de um terceiro e responsabilizou a empresa por esse fato. Vamos acompanhar a audiência de custódia que acontecerá ainda hoje e pedir a soltura do proprietário”, afirmou o advogado.