Dois suspeitos de homicídio morrem após confronto com a PM em Dourados

Um dos mortos foi identificado como Luan Moreira Vieira, de 18 anos; Polícia Militar ainda não se manifestou oficialmente.

Publicado em 22/10/2026 às 15:57 - da Redação, com informações do CGNews - Em Policial

Peritos recolhem arma no local do confronto.
Peritos recolhem arma no local do confronto. (Leandro Holsbach/CGNews)

Dois homens apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV) morreram após um suposto confronto com a Polícia Militar (PM) na madrugada desta quinta-feira (22), no Bairro Campina Verde, em Dourados. Eles eram suspeitos de participar da execução do ex-presidiário Kleiton Lauriano Boveda, de 35 anos, morto a tiros na noite anterior. Um dos homens foi identificado como Luan Moreira Vieira, de 18 anos, e o outro ainda não teve o nome divulgado.

Confronto

O confronto ocorreu na Rua Corredor 12, na região sul da cidade. Segundo o relato inicial, uma testemunha informou aos policiais da Força Tática a localização da dupla, que estaria em uma residência. Os suspeitos teriam reagido à abordagem e foram atingidos por disparos.

Os dois foram socorridos e levados ao hospital, mas morreram em seguida. A PM ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a ocorrência.

Peritos da Polícia Científica recolheram dois revólveres que estavam na grama, em frente à casa onde ocorreu o suposto confronto.

Execução de ex-presidiário

Luan e o outro homem eram apontados como autores da execução de Kleiton, morto com três tiros de pistola na frente da filha, de 12 anos. O crime ocorreu por volta das 19h, em um corredor público entre as ruas Cabral e Dom Pedro I, no Jardim Monte Líbano, na região norte de Dourados.

De acordo com testemunhas, os autores teriam transmitido a execução por meio de uma chamada de vídeo, possivelmente para o mandante do crime. Kleiton estaria em casa quando os dois homens passaram de moto em frente ao imóvel. Em seguida, eles teriam retornado e entrado na residência.

Ainda conforme os relatos, a vítima foi colocada de joelhos sob a mira de uma arma e baleada no braço e duas vezes na cabeça.

Investigações sobre a motivação

Testemunhas disseram aos policiais que Kleiton teria se recusado a trabalhar para o CV. Ele seria traficante e venderia drogas na própria casa, mas teria rejeitado atuar sob as ordens da facção. Por causa disso, teria passado a ser ameaçado até ser morto.

Kleiton tinha antecedentes por tráfico, homicídio, tentativa de homicídio, receptação e posse ilegal de arma. Em setembro de 2011, foi preso sob acusação de furtar a arma de um policial militar. Em janeiro de 2014, foi preso por tráfico de drogas na mesma casa onde foi assassinado.