Acusado de integrar quadrilha de roubo de gado é preso após dois anos foragido em MS
Conhecido como "Bugão", homem de 49 anos foi localizado pela Deleagro e responde por roubo majorado, associação criminosa, furto e receptação.

Dilson Aparecido Almada, de 49 anos, conhecido como "Bugão", foi preso na manhã desta quinta-feira (9) por policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), após permanecer cerca de dois anos foragido da Justiça. Ele é acusado de integrar uma quadrilha especializada em furto e roubo de gado e possui condenação por roubo majorado, além de antecedentes por furto e receptação.
Condenação por roubo em restaurante
De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Dilson, juntamente com Fabiano Emanuel, Geziel Lucas de Carvalho, Jandair da Cruz Rodrigues e Reginaldo José de Lima, invadiu armado um restaurante às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em 21 de julho de 2014.
O grupo foi preso sete dias após o crime. Na ocasião, os suspeitos informaram aos policiais que teriam sido contratados pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para transportar armas até Água Clara e cometer crimes na região.
Em novembro de 2020, os acusados foram absolvidos pela 6ª Vara Criminal. No entanto, em fevereiro de 2022, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reformou a sentença após recurso do Ministério Público e condenou Dilson e Jandair da Cruz Rodrigues por roubo majorado.
Dilson recebeu pena de 8 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa. Em setembro de 2024, foi expedido mandado de prisão preventiva decorrente da condenação, que ainda não havia transitado em julgado.
Investigado por crimes no campo
No ano seguinte ao roubo, Dilson voltou a ser preso durante investigação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que desarticulou uma quadrilha especializada em furto e roubo de gado.
Segundo as investigações, o grupo atuava em propriedades rurais de Campo Grande, Aquidauana, Jaraguari, Terenos e Nova Alvorada do Sul. As fazendas eram escolhidas por estarem às margens de rodovias, facilitando o embarque dos animais e a fuga dos criminosos, que utilizavam estradas vicinais para evitar fiscalizações.
Na época, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) estimou que os prejuízos causados pela quadrilha poderiam chegar a R$ 1 milhão, uma vez que muitos dos animais furtados eram destinados ao melhoramento genético.
Prisão
Após permanecer cerca de dois anos foragido, Dilson Aparecido Almada foi localizado e preso nesta quinta-feira (9) por equipes da Deleagro. Ele deverá permanecer à disposição da Justiça para o cumprimento das medidas judiciais decorrentes da condenação.
