De janeiro a abril de 2023, já foram registrados 59 casos de feminicídio em MS
Dos 59 registros, sete foram de vitimas fatais e 37,1% das vítimas tinham idade entre 20 e 29 anos.

Dossiê criado pelo Ministério Público mostra que Mato Grosso do Sul teve a maior taxa de feminicídio do Brasil, 3,5 a cada 100 mil mulheres; e lidera o ranking nacional com a maior taxa de assassinatos, 8,3 a cada 100 mil mulheres. Na tarde de ontem (30), o MP divulgou o balanço feito nos quatro primeiros meses deste ano no estado.
De janeiro a abril de 2023, já foram registrados 59 casos, sete deles com vítimas. O que chama atenção: em 66,7% dos casos, houve descumprimento de medida protetiva após intimação do autor e 37,1% das vítimas tinham idade entre 20 e 29 anos.
A jovem Karolina Silva Pereira, de 22 anos, morreu após ser baleada pelo ex-namorado, Messias Cordeiro da Silva, de 25 anos, na madrugada do dia 30 abril, no Jardim Colibri, em Campo Grande.
Na ocasião, Luan Roberto de Oliveira Oliveira, de 24 anos, também foi atingido e morreu no local. Messias se entregou à polícia e confessou o crime.
Campanha - Por conta dos números altos de crimes contra mulher o Ministério Público, junto a outros órgãos lança, amanhã, dia 1º de junho, a campanha “Seu silêncio pode matar você”, alusiva ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio.
Neste dia, o MPMS fará uma ação coordenada com os Promotores de Justiça atuantes na violência doméstica, além da presença do ator e produtor, Raul Gazolla, que já vivenciou a triste experiência de perder uma pessoa para o feminicídio. O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube da Instituição.
A iniciativa busca sensibilizar e provocar uma reflexão junto à sociedade sobre os altos índices de violência doméstica e familiar contra a mulher no Estado e no País, principalmente no aumento dos casos de feminicídios.
Capitaneada pelo Ministério Público Estadual, a ação quer dialogar com todos sobre a necessidade de união de esforços entre poder público e sociedade civil, para construir uma relação de confiança entre a mulher e as inúmeras redes de apoio.
